“FLECHA DO CUPIDO”

Posted: 09/06/2018 in Uncategorized

“Vejo os Homens Como Árvores que Andam”.

“E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as Mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as Mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente”. ( Mc 8. 23,25) Esta história apresenta um lindo Simbolismo para Edificação. A cura da cegueira deste homem estava ligada a revelação de verdades mais profundas. Silogismo é a comparação de uma característica de uma coisa com outra, por meio de uma característica intermediária: “Homens ou Árvores? Portanto, Premissas é o ponto ou ideia de que se parte para armar um Raciocínio. Premissa significa a proposição, o conteúdo, as informações essenciais que servem de base para um Raciocínio, para um estudo que levará a uma Conclusão.

Oratória é a arte de falar em público de forma estruturada e deliberada, com a intenção de informar, influenciar,  ou entreter os ouvintes. Na Oratória, como em qualquer forma de Comunicação, existem cinco elementos básicos a considerar, muitas vezes expressos como: “quem diz/ o quê/ a quem/ por que meio/ com que efeitos?” Neste texto quem diz é um cego, o quê desejava enxergar novamente, a quem ele se dirige ao Mestre, por meio da linguagem, com que efeito de ficar curado”. Logo, a Retórica é um método de persuasão. Pode se manifestar por todo e qualquer meio de “Comunicação”. É por isso que o cego desejou com a Razão, o simples fato de conseguir se Comunicar com o Mestre para persuadi-Lo. O Mestre o toma pela mão e o tira daquela aldeia, e o conduz a um novo local. Assim, o Mestre unge os olhos do cego com Sua própria Saliva.

O uso da Razão e do raciocínio, quer indutivo ou dedutivo serve para a construção de um Argumento. Argumentos logicamente inconscientes ou enganadores chamam-se “Falácias”. Ao ungir os olhos do cego de Betsaida com Sua Saliva, pergunta-lhe o que vê. O texto afirma que o cego havia recobrado a visão, sua vida deixou de estar envolvidas em densas trevas. Mas, não havia um argumento lógico em suas palavras. A luz já havia entrado em seus olhos, em sua vida, já não andava mais na escuridão. Porém, não basta andar na luz, mas é necessário enxergar a Luz que ilumina o sentido de Nacionalidade. Não se pode ser induzido à mentiras, mas o Silogismo é a dedução básica para uma conclusão verdadeira. Ex: “Todos os seres humanos são racionais. Todas as árvores não são seres racionais. Logo, todas as árvores não raciocinam.” É preciso a Renovação do Entendimento. Árvore não é uma pessoa humana.

As almas tíbias torna-se-ão venenosas. O coração é o símbolo do amor. Além do amor, representa a força, a verdade, a justiça, a sabedoria, a vida. As flechas de Eros são envenenadas, o que simboliza que o amor é cego. Ele é uma luz que cega e inflama. Muitas vezes, Eros apresenta um Globo terrestre nas mãos, simbolizando o seu poder soberano e universal. Flechas nas mãos do Cupido traz desordem, bagunça, fazendo enxergar com uma visão deturpada o alvo: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.” É preciso tirar a seta venenosa que sangra o coração, que transmite uma falácia dos brutos irracionais. A Premissa conduz a racionalidade como um conjunto das Virtudes, pois, a Razão é concebida de forma Plural.

Havia uma enfermidade na alma do cego que atrapalhava sua visão. “Depois disto, tornou a pôr-les as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente”. Enquanto o núcleo da retórica compunha-se de técnicas de contestação (persuasão), a Oratória do Mestre visava a “Eloquência”. É preciso aprender a caminhar sozinho. O Mestre o toma pela mão e o tira daquela aldeia. O Mestre o conduz a um novo local. Segundo Aristóteles a persuasão “é uma espécie de demonstração, pois certamente fica-se completamente persuadidos quando considerar que algo foi demonstrado”. O propósito de tirar o cego da aldeia foi para conscientizá-lo capaz de um conhecimento de aprendizagem. O cego possua a arte de bem dizer, a arte da eloquência; retórica´. Agora, o ex-cego estava restaurado, sem flecha envenenada, tinha estabelecido uma credibilidade forte em suas emoções. O uso da Razão e do raciocínio  fez com que jogasse bem longe a flecha que havia entrado no centro do órgão da vida. Não era a cegueira dos olhos, mas sua cegueira era espiritual.

Sagrado Coração é o Foco do Amor Incondicional. Na arte cristã, este coração aparece flamejante rodeado por uma coroa de espinhos, símbolo da proteção eterna, e que não usa de nenhum tipo de ameaças para impor oposição. Eros atira suas flechas visando acertar o alvo para aprisionar, e a aljava é um tipo de sacola que o Cupido leva nas costas, onde ficam guardadas as flechas que serão lançadas numa direção com o propósito específico para cegar, embaraçar a luz da visão. O Cupido faz das pessoas atingidas como pedaços de lenha à espera do fogo. Ao olhar para aqueles pedaços de madeira, já sabe em quê suas mãos poderão transformá-los, simplesmente em árvores que andam, pois, a flecha envenenada cega o entendimento. Aquele cego agora estava livre de sua cegueira espiritual. Deus agora estava no Centro do seu coração. Longe dos argumentos enganadores, ele caminha de volta à sua família. “E mandou-o Jesus embora para casa, recomendando-lhe: Não entres na Aldeia”. (Mc 8.26)

“MÔNICA DRUZIAN”.

 

 

 

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“CORPO DE CRISTO”

Posted: 03/06/2018 in Uncategorized

“E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem Misericórdia de nós”. (Lc 17.13)

A cura dos Dez Leprosos, registrada no livro de Lucas 17.11,19, ocorre quando da viagem do SENHOR, da Galileia para Jerusalém. Este acontecimento, na tradução da Ferreira de Almeida, que quando o Senhor Jesus entrava em certa aldeia da Samaria, saíram-Lhe ao encontro “Dez Homens Leprosos. Se havia no grupo algum rico saduceu, este deixaria já a sua casa, para onde nunca mais iria voltar…Se havia algum fariseu habituado a isolar-se dos impuros, já não havia motivo para isso, agora que ele próprio se tornara leproso, e, até mesmo os mais impuros se afastariam dele.

Hoje em dia, esta doença está controlada. Mas, naquela época não havia controle. A única solução era isolar o doente, para que não contagiasse outras pessoas. Os leprosos tinham de ir para lugares desérticos à espera da morte. A única ajuda possível era a de outros leprosos na horrível situação de exclusão. Não podiam chegar aos pés de outras pessoas, e quando se aproximavam teriam que parar ao longe e gritar: “Imundo”…”Imundo”…Diz o texto que os dez leprosos pararam a certa distância o que era habitual e obrigatório pela Lei, mas em vez de gritarem Imundo, Imundo, a exclamação foi outra: “Jesus, Mestre, tem Misericórdia de nós!”.

Quando todos dão às costas e vão embora, o SENHOR jamais parecerá tão distante, e há somente uma única maneira positiva de entender como o Corpo de Cristo pode ministrar no caos: “Vendo-O em Ação”. “E Ele, vendo-os, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos”. (Lc 17.14) Palavras de Isaac Newton: “Na ausência de qualquer outra prova, o polegar humano sozinho me convenceria da existência de Deus”. O “Arame Farpado” possui um significado ainda maior que apenas o controle de propriedades. Devido ao seu uso em prisões e campos de batalha, o arame farpado também possuem uma conotação de sofrimento, captura e confinamento. Quase todos reconhecem a estrutura maravilhosa do Corpo Humano. Mas o que dizer de um só doente entre cem saudáveis? Colocado entre arame farpados perdeu sua dignidade.

Ao percorrer os lugares áridos, os leprosos vítimas dessa enfermidade, gritavam juntos a respeito do valor da dor. Os leprosos não sentem dor física, o que acaba sendo, de fato, a tragédia dessa doença. À medida que ela progride, as terminações nervosas responsáveis pelos sinais da dor permanecem silenciosas; portanto, os dez leprosos ofereciam uma visão do que seria um mundo sem dor. Mas, não existia ninguém que sentia inveja da vida destes homens. Em geral, as pessoas reagiam com medo e repulsa diante destes homens. Por quê? Por causa da imagem visual da doença. Tratava-se de uma doença cruel e, as deformidades eram nas mãos, nos pés e no rosto. Praticamente todas as deformidades físicas ocorriam pela falta da sensibilidade de não sentir dor.

Muitos homens ficavam cegos simplesmente porque a lepra silenciava as células responsáveis pela dor, projetadas para alertá-los a piscar os olhos. Com o tempo, os olhos daqueles homens se secavam por falta de lubrificação que ocorria quando se pisca. Portanto, é necessário olhar para o conjunto incrível do Corpo, de milhões de sensores espalhados por todo o Corpo de Cristo, ajustados precisamente à necessidade de proteção, e poder enxergar a competência e não a incompetência do sistema de um Corpo. O problema do sofrimento deve ser considerado como questão de tempo, não de poder. Por isso, o “Corpo de Cristo planejou fazer algo sobre esta dor no momento da Sua Indignação. Às vezes, o povo se sente semelhante aos leprosos. Todas as evidências parecem ser contrárias à verdade. Não se sente dor, mas se está morrendo.

Certa vez, os discípulos apontaram para um cego e perguntaram quem havia pecado para merecer tal sofrimento- o cego ou os pais dele. Jesus respondeu que nenhum deles havia pecado. (Jo 9.1,5) Em outra ocasião, Jesus comentou sobre dois eventos daqueles dias: a queda de uma torre que matou 18 pessoas e o massacre de alguns adoradores no templo. Aquelas pessoas, disse Jesus, eram tão inocentes quanto quaisquer outros. (Lc 13.1,5) Elas também não haviam feito nada para merecer tal sofrimento. Esse é um dos sintomas mais inquietantes. Quando se está sem ver as necessidades dos outros, quando todas as portas se fecham e os leprosos se separam. “E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; E caiu aos Seus Pés, com o rosto em terra, dando-Lhes Graças”. (Lc 17.15,16)

Tentar entender por que O “Corpo de Cristo” sai às ruas em um dia especial, é o mesmo que entender o isolamento de um doente de lepra. Para não contagiar outras pessoas, o doente tinha que ir para lugares desérticos à espera da morte. O sacrifício do “Corpo de Cristo” foi para que todos os povos, raças tribos e nações pudessem caminhar de mãos dadas, unidos em mútua ajuda, de irmão para irmão. Apenas um dos dez leprosos voltou para agradecer. Volta-se para o Corpo de Cristo quando se está com grande necessidade, quando toda outra forma de amparo for inútil, quando se está humilhado pela doença. Quando uma comunidade está doente, caminha-se unidos. Mas, dos Dez Leprosos que foram curados, somente o samaritano voltou para agradecer.”E, respondendo Jesus, disse: Não foram Dez os Limpos? E onde estão os Nove? Não houve quem voltasse para dar Glória a Deus senão este estrangeiro. E disse-Lhe: Levanta-te, e vai, a tua fé te salvou”. (Lc 17.17,19)

“MÔNICA DRUZIAN”

“PARE DE SE ACHAR!”

Posted: 30/05/2018 in Uncategorized

“Por que Me chamais Bom? Ninguém é Bom, senão Um, que é Deus”. (Lc 18.19)

A terminologia Planejamento Estratégico parece ter a origem e aplicar-se a arte Militar. Todavia, percebe-se elementos que podem contribuir para a reflexão, pois, o Planejamento Estratégico Efetivo é aquele que ousa acreditar em ser agente de Mudança e Transformação. Isto porque se referem a uma caminhada que visa principalmente alcançar o Alvo. A sinalização da Meta é a maneira mais simples de se perceber a identificação.

Embora o coração do jovem rico esperasse tanto por aquela oportunidade de estar à frente do Mestre, deve-se destacar o procedimento cauteloso do Senhor Jesus Cristo. Qual o desafio? O jovem rico queria herdar a vida eterna. Esta era a sua meta deste criança! Ele deveria estar motivado para colocar o plano de sua meta em ação. “Bom Mestre, que farei eu de bom para alcançar a vida eterna? Ao responder à saudação do jovem príncipe o Mestre Lhe respondeu: “Por que Me chamas Bom? Ninguém é bom senão Um, que é Deus”.

O Jovem havia cumprido conscienciosamente a todos os requisitos da Lei, pelo menos segundo as aparências. Sem dúvida também havia feito tudo o que ordenavam os rabinos, mas sentia que algo lhe faltava. A história dos seis indianos cegos é muito comentada. Eles apalpavam o mesmo elefante e mencionavam animais diferentes, ao serem perguntados sobre o que eles achavam que estavam tocando. Ao tocar em partes distintas do grande animal, os seis homens pensavam e imaginavam coisas diferentes. O Senhor Jesus perguntou aos apóstolos: “Mas vós, quem dizeis que Eu Sou”? (Mt 16.15) O jovem rico precisava reconhecer que estava naquele momento diante do “Bom Deus”. Disse Jesus:” Eu e o Pai Somos Um “. (Jo 10.30) O jovem se achava tão “bom” que se achava perfeito do bem maior. Mas estava vazio do “bom”.

Portanto, o Planejamento Estratégico Efetivo acredita em ser Agente de um Mundo do Bom. Uma característica comum entre as crianças é que elas todas querem crescer. A necessidade do leite materno é um instinto natural de um recém nascido, e demonstra o desejo pela nutrição que o levará ao crescimento. O jovem rico se achava nutrido. Qual é a intensidade do desejo do coração daquele jovem em relação ao puro leite espiritual? Aquele jovem parou em sua ambição. Ele cessou seu movimento ou sua ação nos seus bens materiais. O jovem empacou, não conseguiu ir além de um mundinho que não conseguia definir. Apalpava as partes de um elefante, mas não conseguia decifrar o sentido da sua própria vida. Pare de se achar…Este era o desafio do Bom Mestre ao jovem.

A palavra “Pare” denomina tudo aquilo que não está em movimento. Aí está considerado como um dos pares mais famosos. Esta “Estação de Transferência”, facilita o encontro entre pessoas. Seu objetivo é fornecer acesso, isto é, a facilidade de entrada e saída daqueles que precisam transitar e parar em determinado momento da vida. O Bom Mestre disse ao jovem: Pare de olhar para trás e “Segue-Me”. A sinalização é a maneira mais simples de se perceber a “Identificação”. O que é “não-ser”? É sinônimo de “o que não é”. Assim como “ser”, no sentido de “ente”, é sinônimo de “o que é”. Assim a pergunta pode ser entendida como “o que é o que não é”? O Senhor Jesus apresentou ao jovem rico uma solução. “Não-ser” não é discurso sobre “ninguém”, “nada”, sobre o que não é, mas sobre o discurso sobre o “Bem Maior”. Estar cheio de si mesmo deve-se destacar o procedimento cauteloso. “Ninguém” salva nada. O único Salvador é o SENHOR Jesus Cristo.

Dizer que o ser humano não é “bom” não é dizer que o homem não é nada, mas sim, dizer que é uma outra coisa, um outro “ser”. Uma questão a respeito de “bom” é saber como é possível que algo que não existe tenha propriedades. Quando o jovem afirma ser fiel a Deus, isto não existe, pois, Deus estava à sua frente, e ele rejeitou o “Bem Maior”. Portanto, mesmo aquele jovem praticando todas as ações boas, ele estava vazio do “BOM”. Por isso, o SENHOR diz: ninguém é bom. “Disse-lhe Jesus: Se queres ser “perfeito”, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e Segue-Me”. (Mt 19.16,23) O objetivo do desafio é “Reedificação”. O Antônimo de pare é continuar, seguir, parar de olhar para trás e “Seguir” o Caminho da Verdade.

“Pare”, verbo auxiliar, usa-se seguido da preposição de infinitivo, para indicar fim de ação, processo ou estado: “o jovem parou de caminhar com o Bom Mestre. Não quis mais ter relações com o SENHOR…”ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades”. A sua segurança estava no que era “bom”aos seus olhos. A sua riqueza impediu o jovem de andar, de mover-se, de caminhar. “Se queres ser “perfeito” , a Palavra de Deus informa: “Beba o puro leite espiritual”. Sejam como criancinhas recém nascidas, desejando sempre um crescimento sem “ambição”, pois, “Vocês já descobriram por vocês mesmos que o SENHOR é BOM”. (1 Pe 2.2,3)

“MÔNICA DRUZIAN”

 

 

“CONDUTOR”

Posted: 26/05/2018 in Uncategorized

“Mas a hora vem, e agora é, em que os “Verdadeiros Adoradores” adorarão o Pai em espírito e em verdade”. (Jo 4.23)

A capacidade de ler o pensamento entre os humanos revolucionará totalmente a civilização. A Verdade regenera, e desaparecerão todos os limites e, terminará a “Mentira” para sempre, porque ninguém poderá ocultar nada. Começará uma época de transparência e de luz que não poderá ser ocultado por nenhuma violência ou emoção negativa. Com o advento da internet, está difícil esconder a mentira de alguém. O Segredo está na Suficiência da Graça de Deus.

A dor de dente é subjetiva, talvez determinada pela “introspecção”. O fato do de um dente estar na boca, é objetivo, determinado pela “percepção”, por observação que podem ser partilhadas com o especialista do dente, por raciocínio e cálculos, a dor do dente é diagnosticada pela “causa” do profissional. A verdade tem grande importância em julgamentos nos tribunais, pois todos os fatos precisam ser comprovados para que se faça um julgamento justo. O Grande Profissional da Verdade sempre dizia: “Em Verdade em Verdade vos digo”.

Esta é uma afirmação digna de credibilidade, pois três Verdades, uma vez que o próprio Cristo é uma Verdade, determina que pela subjetividade da”introspecção”, os verdadeiros adoradores objetivarão suas percepções em espírito. Isso significa que o Pai procura os “verdadeiros adoradores”, e não só adoradores. “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em Meu Nome expulsarão os demônios”. (Mc 16.17) A Identificação da Marca é a segurança da “Autoridade”. No mundo espiritual é preciso ter a marca, o selo daqueles que foram escolhidos pelo Espírito Santo. “Disse Satanás: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois”?

Os sete filhos de Ceva estavam acostumados a serem exorcistas, eram adoradores, mas não os verdadeiros adoradores. Todos em Israel chamavam o Senhor Jesus Cristo de fracassado por ter morrido numa Cruz. Fracassado é aquele que não conseguiu alcançar seu objetivo ou seus ideais. Todos achavam que Cristo correu mal ou não teve êxito, malsucedido em Sua Missão. Todos achavam que Aquele Homem na Cruz não havia conseguido triunfar, tinha falhado em Seu Êxito. Mas, onde tem Deus, tem Forças Armadas. Os demônios sabem quem tem Autoridade sobre eles. Satanás conhecia o Senhor Jesus Cristo e a Paulo, e disse àqueles setes jovens: Bem sabemos quem és: “O Filho de Deus”. (Atos 19.13,15) O relacionamento com Cristo é real para Marcar os filhos da “Verdade”.

O projeto daqueles jovens não eram proféticos, mas terrenos. Aqueles homens não tinham identidade espiritual em Cristo para enfrentar o espírito das trevas. Somente espetáculo atrativo. E saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos fugiram daquela casa. Aqueles jovens, mais uma vez tentaram dar seus espetáculos, mas são confrontados pelo espírito do mal, que os informa que, de fato, o Nome de do Senhor Jesus Cristo é Conhecido no Mundo Espiritual, mas que eles, por si próprios, não eram ninguém. Os rapazes levam uma surra do demônio e fogem pelados e roxos do enfrentamento. “Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?”

Onde está o General dos Exércitos, tem Forças Armadas. A Bíblia nunca foi um fracasso. O Senhor ensina a harmonia das Escrituras. Ele disse muitas vezes: “Está Escrito”. (Mt 4.4,10)  É por este motivo que o corpo humano representa o “Santuário do Espírito Santo. “Acaso, não sabeis que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos”? (1 Co 6.19) “A Tua Palavra é a Verdade”. (Jo 17.17)  Quem concorda sinceramente com uma frase, está se comprometendo com a verdade da frase: Disse-Lhe Jesus: Eu Sou o Caminho, e a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por Mim”. (Jo 14.6) Quais são as coisas que tem aprendido e das quais se tem “convicção? Quem é o Condutor da Verdade?

Veja o que Deus disse ao apóstolo Paulo quando ele passava por um momento de profunda tristeza: “Minha Graça é suficiente para você, pois o Meu Poder se aperfeiçoa na fraqueza”. (2 Co 12.9) A Palavra “Suficiente” significa: você nunca irá enfrentar nada que a “Graça” Dele não te capacite a vencer”. Com essa expressão se quer evidenciar que em determinadas situações é preciso recorrer à Sabedoria e à experiências de pessoas em quem se pode “Confiar”. Para readquirir a serenidade de volta ao Caminho da Verdade, é preciso encontrar a Luz do Mundo, o Condutor Espiritual que ilumina a peregrinação. Ninguém solicita a um ortopedista ou um cardiologista que professem sua fé, mas sim que sejam competentes e altamente qualificados na sua profissão. O Condutor da Verdade transmite segurança aos que O seguem.

O Espírito Santo se revela como Aquele que caminha no meio do Seu povo. Bendita a Nação cujo Deus é o SENHOR. Ele é Emanuel, o Deus Conosco, não Deus distante e ausente da história humana. Ele não é Deus fracassado, mas sim um Deus participativo, que Caminha, Luta e Sofre com seu povo. Toda palavra é veículo de Comunicação, cujo significado profundo precisa ser compreendido para que possa saber acompanhar o discurso do outro.O Vocabulário do Senhor Jesus Cristo não ultrapassa a palavra “Verdade”. O apóstolo Paulo disse: “Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o Poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias. Pois, quando sou fraco é que sou forte”. (2 Co 12.9,10) Paulo tinha segurança em sua trajetória. Ele sabia quem era o Condutor de seu Verdade.

Ninguém ama aquilo que não conhece. Por isso que a “Verdade” nasce do Princípio da Sabedoria, do Conhecimento, da Inteligência. A Verdade de Deus escutada e amada não pode permanecer estéril na vida dos verdadeiros adoradores. Por mais que Paulo estivesse sofrendo muito, ele entendeu que o segredo de um verdadeiro adorador é depender totalmente de Deus, e o adorá-Lo em qualquer circunstâncias. Cada pessoa é chamada a assumir a responsabilidade na Construção da sua própria vida. Sempre que se decide viver uma Verdade, torna-se anunciador dessa mesma Verdade. A Verdade “de per si” se revela: “Non Duco, Duco…”Não sou conduzido, Conduzo”. Ninguém pode compreender o Caminho da Verdade, sem antes ser conduzido pelo Grande General dos Exércitos: “Esse vos Batizará com o Espírito Santo e com Fogo”. (Lc 3.16) Assim, é significativo colocar em evidência que, o Mestre Condutor, conduzirá seus discípulos ao Caminho da Verdade.

“MÔNICA DRUZIAN”

“OBSESSOR”

Posted: 24/05/2018 in Uncategorized

“Mas, buscai primeiro o Reino de Deus, e a Sua Justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. (Mt 6. 31,34)

Simbiose é a associação mútua de dois organismos diferentes que lhes permite viver com benefício. É vida em comum. É uma associação, entre dois seres vivos, que levam uma vida juntos. Todas as coisas existentes podem ser classificadas em dois grupos: o que está dentro do homem, e o que está fora dele. Ao que está dentro do homem chama-se “Mundo Subjetivo”, e ao que está fora chama-se “Mundo Objetivo”.  No Mundo Subjetivo há apenas necessidades e poderes pessoais. Deve-se reter bem na memória esta verdade: O amor, além do sentimento, envolve também certa atitude em relação ao amado. A Bíblia diz que o amor nunca se acaba. Os sentimentos findam, pelo que convém não confundir com o que é passageiro com o que é permanente. Portanto, buscar o Amor de Deus em primeiro lugar é buscar a segurança destes dois mundos: dar e possuir.

É no Mundo Objetivo que o ser humano encontrará a satisfação de todas as necessidades do Mundo Subjetivo. Acha-se no mundo subjetivo a fome, no mundo objetivo o pão; no subjetivo a sede, no objetivo a água; no subjetivo o desejo do saber, no objetivo a Verdade. Enfim, existe uma Simbiose entre o Mundo Subjetivo e o Mundo Objetivo. Cada um, portanto, necessita grandemente do outro; e, relacionados, satisfazem, mutuamente, às necessidades de ambos. Em todo amor humano ou divino, entram sempre estes dois elementos: o impulso de dar e o de possuir. Qual o meio, então, por que se ligam estes dois mundos de maneira a satisfazer às necessidades recíprocas? Qual a ponte por onde passam os poderes do mundo subjetivo para o objetivo, e os bens do mundo objetivo para o subjetivo? Como se pode estabelecer um intercâmbio entre dois mundos, para mutuamente se completarem?

Quanto maior é o impulso de dar ao Amado, tanto maior o Amor. A grandeza do Amor revela-se naquilo que se oferece ao Amado. O Amor não somente dá, mas quer possuir e viver pelo Amado. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna”. (Jo 3.16) Vê-se claramente que a relação entre estes dois mundo é problema da mais alta importância e que a Ponte que os liga é de incalculável valor, assim para um como para o outro. Quando o Senhor Jesus fez Seu Sermão mais famoso, o Sermão da Montanha, Ele deu vários conselhos sobre estes dois mundos. Ele enfatizou a questão das preocupações de cada dia, veja: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal”. (Mt 6.34)

Veja como o Senhor Jesus orou ao Pai à respeito destes mundos: “Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal”. (Jo 17.15) Isso significa que tudo o que acontece no mundo objetivo, passa primeiro por Deus, no mundo subjetivo. O Senhor Jesus se refere a Si mesmo como o “EU SOU”..O Pão da Vida, a Água Viva, a Luz do Mundo, A Videira Verdadeira,etc. É preciso concentrar a atenção: Quando o Pão entra no coração do homem expulsa do seu corpo a fome; bebendo a Água, o homem entrega verdadeiramente o corpo à ação da água, como que a dizer-lhe: Água entra em mim, faze a Tua vontade, expulsa do meu corpo a sede e salva-me da morte. E a Água já por Sua Natureza, já por estar o corpo inteiramente submisso ao Seu Poder, opera no homem a desejada mudança, expulsando-lhe do corpo a sede e prolonga-lhe a Vida. Entre a necessidade e a satisfação: entre Água e Sede, repare: “Basta a cada dia o seu mal”.

O sofrimento diário é suficiente para cada dia e, não há necessidade de sufocar com preocupações que venham ultrapassar o limite da normalidade. No Mundo Subjetivo só existem necessidades, aspirações, desejos e que nele próprio não se encontra satisfação para nenhuma delas. O mundo no homem é vasto e consta só de necessidades e de poderes de cada ser humano. Não há em uma pessoa nenhuma satisfação para as suas necessidades. O Senhor Jesus usa de Encorajamento: “Não andeis ansiosos pelo dia de amanhã”. Por esse motivo, quando as preocupações ultrapassam os limites da normalidade, isso é uma armadilha. Os dois mundos só se explicam quando relacionados e unidos em Deus. Os dois mundos se completam estabelecendo a relação com o Reino de Deus. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim.” (Gl 2.20)

Desespero traz o sentido de “extrema aflição”, “angustia”, “irritação”, “furor”. O desespero caracteriza uma situação de transtorno, descontrole emocional, perturbação, desalento. Embora possa também ter o significado de desanimar, de incapacitação, de julgar uma situação sem saída, a palavra desespero tem o significado de perder a esperança, uma aflição profunda. Por isso, no texto “Buscai” é um imperativo, uma ordem. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua Justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33), significa, viver em comunhão com Deus em uma batalha diária. Há pão? Há fome? Satisfaz o pão à fome? Como saber? Comendo o pão, experimentando-o. É pela experiência que a Luz alumia os olhos e que o Som se faz sentir aos ouvidos.

O filhote da águia, naturalmente, sente, quando ainda em desenvolvimento, que deve haver apoio em suas asas, mas somente quando abandona o ninho é que põe as asas à prova e experimenta que o ar corresponde à sua capacidade de voar. Todos os homens segundo o coração de Deus, têm comido do pão espiritual, têm bebido da água da vida, e já aprenderam a verdade pela revelação de Deus. Todos têm diante de si duas opções: Buscar o Reino de Deus em primeiro lugar, ou praticar a Egolatria. Confiar em Deus para vencer as preocupações, ou confiar em si mesmos. O direito de mover as circunstâncias, importunando, atormentando, perseguindo, criam armadilhas obsessivas. Um Obsessor é aquele que causa a Obsessão. Disse o Senhor Jesus: “Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? “Não vos inquieteis!”

“MÔNICA DRUZIAN”

Ref:

A.B.LANGSTON. Esboço de Teologia Sistemática

 

 

“COROA ARDENTE”

Posted: 22/05/2018 in Uncategorized

“Tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na Cabela e, na mão direita, um Caniço; e, ajoelhando-se diante Dele, O escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! (Mt 27.29)

Segundo a narrativa bíblica, Moisés estava apascentando o rebanho de seu sogro, quando o levou para o lado ocidental do deserto, chegando ao “Monte Horebe”, identificado na Bíblia como o “Monte de Deus”. A Bíblia diz que em dado momento o Anjo do SENHOR apareceu a Moisés numa chama de fogo no meio de uma sarça. Quando Moisés olhou para a sarça, ele percebeu que ela ardia, mas não se consumia. Aquele fato curioso chamou a sua atenção, e ele foi em direção à sarça para averiguar por que ela não se queimava. Quando Moisés se aproximou para poder contemplar mais de perto a sarça ardente, Deus, do meio da sarça, o chamou pelo nome e lhe ordenou: “Tire as sandálias dos seus pés porque o lugar em que está pisando é SANTO”. (Ex 3.5)

A Sarça era um simples arbusto natural e espinhoso, mas que foi iluminado com uma chama sobrenatural. No texto indica um arbusto físico queimando de forma “Miraculosa”. A Sarça Ardente foi acesa sem nenhuma ação humana. Deus é Auto-suficiente, ou seja, o arbusto não era consumido porque o fogo que estava ali não necessitava de combustível para queimar, isto é, a Chama que estava sobre a Sarça Ardente era a própria Glória do SENHOR. “E serás uma Coroa de Glória na mão do SENHOR, e um Diadema Real na mão do teu Deus”. (Is 62.3)

A Acácia era a principal árvore disponível durante os tempos dos israelitas, quando vagavam pelo deserto. Sua densidade e força fizeram dela ideal para uma estrutura que resistiria por Gerações. Acácia significa “árvore espinhosa”. A Bíblia é rica em alusões da madeira de Acácia dando para ela usos sagrados. A Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Proposição, os Varais da Arca, e os adornos do Tabernáculo foram confeccionados em Madeira de Acácia. A Árvore da Vida do Livro de Apocalipse é simbolizada pela Acácia, pois, tem cheiro de Vida. Por que Deus escolhera justamente a Madeira da Acácia, um arbusto feio, espinhoso e insignificante, e que crescia nos lugares mais áridos do deserto, para guardar o Seu Testemunho dentro dela? “Aquele que foi feito menor, foi Coroado de Glória e de Honra, para que, pela Graça de Deus, provasse a morte por todo homem”. (Hb 2.9)

Dentro da Arca da Aliança estava o próprio Espírito Santo de Deus que guiava o povo, resistindo às provas mais árduas. A Arca aguentava todas as guerras e enfrentava todas as tempestades. Os espinhos estavam presente, mas de modo nenhum prejudicavam a Beleza e o Aroma das suas Flores. “Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são”. (1 Co 1.28) Depois de tantos milagres e maravilhas, o povo de Israel ignora completamente o fato de que era Deus quem os protegia e sobre eles reinava, e não Samuel ou qualquer rei humano, mas, o povo de Israel pede a Samuel que constituísse um rei sobre eles. “O SENHOR disse a Samuel: “O povo não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não Reinar sobre eles”. (1 Sm 8.7)

Agora, não é mais a Arca da Aliança, o Testemunho que vai à frente do povo, mas, sim, um rei escolhido por eles, o primeiro rei Saul do reino de Israel. Os israelitas preferiram o governo humano, no lugar do Governo de Deus. Por isso, eles exigiram, não pediram, um rei como o de outras Nações. O papel de Samuel como juiz não era uma dinastia. Deus levantou os juízes; Ele não criou uma dinastia de juízes, cujos filhos os substituiriam. Agora, Israel estava nas mãos dos filhos do rei que governariam no lugar do seu pai. Assim, a infecção tomou conta de Israel através dos reis. Os espinhos, agora, estava presente, não mais na beleza da santidade e nem no aroma suave do Perfume do próprio SENHOR. “O Salvador disse: Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos?” (Mt 7.16)

Esta particularidade de Deus, chamada “Madeira de Acácia”, foi justamente, porque Seu Filho seria feito um Arbusto feio, espinhoso e insignificante. Quando Jesus foi preso, Ele foi condenado à crucificação e entregue nas mãos dos soldados romanos. Além de espancarem o SENHOR, os soldados decidiram também zombar dele. Como o SENHOR era acusado de se chamar o “rei dos judeus” e fomentar rebelião contra o império romano, os soldados vestiram-No com um manto, colocaram uma vara em sua Mão e lhe “teceram uma Coroa de Espinhos”. (Mt 27.27,29)

Enquanto o povo gritava: crucifica-o, crucifica-o, os soldados fingiam prestar-lhe honra. Depois pegaram no “Cetro” para bater-Lhe na Cabeça, e O levaram para ser crucificado. A Árvore da Vida, o Altar do Incenso, tem cheiro de Vida. A Sarça Ardente foi acessa sem nenhuma ação humana. A revelação de Deus não está limitada a uma Coroa de Espinhos, mas ao Deus SANTO e VIVO em uma Coros de GLORIA. A chama que estava sobre a Cabeça do SENHOR Jesus Cristo é a Sua Glória, um símbolo inacessível de Deus. A Coroa da Acácia cheia de espinhos, aponta para a Coroa de Glória, Aquele que garante Sua Presença Governando novamente o Reino de Deus na Terra. Enquanto a Coroa de Espinhos representa toda a humanidade, a Coroa de Glória representa a Vitória de um Rei que governará eternamente. “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos Santos desde a Mão do Anjo até diante de Deus”. (Ap 8.4)

A Coroa é símbolo de triunfo e realiza. Símbolo de Poder, Dignidade e Distinção. No Novo Testamento, a Coroa é o emblema dos galardões que os santos receberão quando da vinda do SENHOR Jesus Cristo. Lembrem-se, o Fogo não estava em um Cedro alto e Majestoso, mas em um arbusto cheio de defeitos e espinhos. Onde a Glória de Deus está, o Monte se torna Santo, a Terra se torna Sagrada. “Eles depois bateram em Sua Cabeça com a vara, o que teria encravado os espinhos em Sua Cabeça”. (Mc 15.19) Isso teria causado sangramento e sofrimento terrível. Em várias passagens da Bíblia os espinhos representam maldição. Mas, na Cruz, o SENHOR levou sobre Si toda a Maldição, toda a Rejeição.

Aqui está o “REI” sendo espancado, cuspido e insultado: “O mesmo que foi coroado com uma coroa de espinhos hoje está Coroado de Glória e honra, exaltado à Destra de Deus Pai”. (Atos 2.33) Como seu objetivo era doar-Se, nem as adulações dos espinhos, nem o escárnio da humilhação da cruz, poderiam desviá-Lo de Seu tão grande Amor. A Coroa da Vida está à disposição, pelos que querem ser guiados pelo Rei dos reis. Em Sua Agonia, o SENHOR se familiarizou com todos os espinhos, cardos e farpas que afligem a humanidade. Agora, a Arca da Aliança carrega novamente o Testemunho. As gotas de sangue que foram gotejadas por uma coroa de espinhos, agora, não mais em madeira de acácia, mas, em uma linda Flor perfumada que irradia a Glória da Graça. Portanto:”Guarda o que tens, para que “ninguém” tome a tua Coroa”. (Ap 3.11)                                       “MÔNICA DRUZIAN”

“DEBAIXO DO SOL”

Posted: 19/05/2018 in Uncategorized

“Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a Sabedoria deste mundo? (1 Co 1.20)

“Debaixo do Sol” se limita ao conhecimento da realidade material das coisas “terrenas”. O rei Salomão, considerado o homem mais sábio do mundo, declarou que a consciência do homem é curta, assim como a sua vida. Ele não tem lembranças dos fatos de seus antepassados antes dele, nem seus descendentes herdarão a consciência dele. “Quando morre, sua própria memória morre com ele”. O que se sabe sobre o passado foi aprendido de registros deixados por pessoas que viveram naquela época e da evidência ainda existente para confirmar o que afirmaram.

O autor do Livro chamado “Eclesiastes”se apresenta como um organizador, orador, debatedor, porta-voz ou pregador, que são os significados da palavra hebraica traduzida para o grego como “Eclesiastes”. O livro descreve investigações que Salomão fez das atividades dos homens na Terra “Debaixo do Sol”. Esta é a perspectiva da razão, em que há uma completa negação da existência ” Em Cima do Sol”. A negação das coisas imateriais leva o homem à “Vaidade”. Salomão declara por experiência própria que “De fazer muitos Livros não há fim; e o muito estudar é enfado da carne”. (Cap.12.12) Todas as investigações feita por Salomão, uma vez concluídas, ele chegou a conclusão que: “O Temor do SENHOR é o Princípio da Sabedoria”. (Pv 9.10)

“Temor e Tremor” é o título de um livro do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, publicado em 1843 e sob o pseudônimo de Johannes de Silentio. Kierkegaard pretende mostrar que a “razão” não consegue articular sua racionalidade frente a transitoriedade da existência humana. É na condição própria da razão humana que se instaura a abertura para a experiência de “Fé”. Mostrar-se-á como a Fé, marcada por sua contínua movimentação e dinamicidade na existência humana, se dá paradoxalmente à razão, sendo por isso compreendida como “Absurdo”. Quer-se mostrar como a Fé possui sua própria lógica e organização, e é por esse motivo diferente da razão.As representações finitas são essenciais ao entendimento do conceito infinito. Portanto, Razão e Fé caminham juntas.

A infinitude de manifestações não esgota sua compreensão. Ambas se revelam irrecusáveis para a existência humana. A revelação espiritual é um dos espaços encontrados por Kierkegaard para desenvolver a sua atividade intelectual: “A Revelação é a Ordem de Deus que funda a única Ordem do homem”. O filósofo apresenta o “Silêncio” como recurso. Dessa forma, o auxilia na interpretação da existência e lhe permite, entre outras alternativas, assumir a visão e a atitude apaixonada a Fé. Assim, O Temor de Deus faz com que Kierkegaard seja “Alônimo”, ou seja, o autor usa um nome diferente do seu para publicar sua obra “Temor e Tremor”. O Filósofo conseguiu enxergar a Verdadeira Sabedoria através da Fé. Acima do Sol o filósofo dinamarquês teve um encontro com o SENHOR Jesus Cristo. “Aquele que se gloria, glorie-se no SENHOR”. (1 Co 1.31)

“Tema a Deus e obedeça aos Seus Mandamentos, porque isso é o essencial para o homem”. (Ecl 12.13) Todo o livro de Eclesiastes deve-se interpretar segundo o contexto deste seu penúltimo versículo. Salomão começou com uma avaliação negativista da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele conclui com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da vida: “No Temor do SENHOR”. Portanto, “zero” não é a mesma coisa que “nada”. O zero à esquerda não muda nada, não vale nada, mas, quando o homem se submete ao Temor no SENHOR, então o zero vai à direita, que é o Princípio do Saber. Por meio desta Sabedoria, o dinamarquês Kierkegaard deixou relacionado de maneira absoluta com o absoluto, um “Código” oculto, o significado da consciência de um “eu” irônico, cujo silêncio de sua Fé permaneceu “indecifrável”: “Temor e Tremor”.

O medo é uma manifestação do instinto fundamental de conservação. É a reação a uma ameaça para a vida, a resposta a um verdadeiro ou suposto perigo. Algo muito diferente do medo é o temor. O medo é um instinto, e o temor é o elemento da “Fé”, que nasce da consciência e se aprende. O medo paralisa os pensamentos, circulam como maré que esbravejam em dores e angustias com sensações de inutilidade. Palavras citadas por Cícero: “que me detestem, contanto que me temam”. Este temor desencadeia competição e rivalidade debaixo do Sol. Mas, Acima do Sol mora a esperança. Diante do milagre do paralítico que se levanta e caminha; “o assombro se apoderou de todos, e glorificaram a Deus. E cheios de “temor”, diziam: Hoje vimos coisas incríveis”. (Lc 5.26) Este temor é chamado: “Princípio da Sabedoria”.

“MÔNICA DRUZIAN”