VALENTIA OU EXPERIÊNCIA

Posted: 30/06/2010 in Intimidade com o Pai
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Lc 9.51 à 56 E aconteceu que, completando-se os dias para sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém. E mandou mensageiros diante da sua face; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada. Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém. E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: “Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez”? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito  sois. Porque o “Filho do Homem” não veio para “destruir” as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.

A valentia despersonaliza e perturbar o ser humano. Esta deficiência na incorporação da figura humana implica quase sempre, em dificuldade de relacionamento num plano profundo autêntico e genuíno; as relações humanas destas pessoas são superficiais e carentes de espontaneidade. Ele se tornará em fonte de angústia nas relações com o mundo, criando um complexo de abandono e de consequentes perturbações. Esta fonte de angústia a qualquer momento se manifestará em explosões, erupções, agressividade, valentia, forças frustradoras, forças incontroláveis e hostis, forças que se manifestam da vida repressora interior simbolizando a energia de um conflito interno. Pro- Trowski diz: “Perda de energia e conflito não resolvidos”.

Um sentimento de frustração e tensão, uma pressão originada do sentimento de serem inatingíveis causa uma força ativa de sua personalidade que implicará num sério desgaste de energias e fonte de severas depressões e desajustamento. Representa um esforço para adaptar-se à realidade. Estas pessoas cujas reações são fundamentalmente emocionais: o raciocínio e a reflexão, quando se manifestam, costuma ser tarde demais; nessa altura já compreenderam que seu comportamento impulsivo os prejudicou. Uma força que é utilizada somente para destruir os outros, a si mesmo. Um comportamento caracterizado por frequentes explosões de conduta, descargas emocionais, atitudes coléricas, hiperagressivo, excitável, descontrolado, sem freio.  Estes indivíduos são de sentimentos de inferioridade, inadequação afetiva, ansiedade e angústia. Perante esse sentimento difuso de mal- estar, os indivíduos reagem com valentia. Jo  l8.10,11. Então, Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando- lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. Mas Jesus disse a Pedro: Mete a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?

A Experiência age através de um pensamento lógico disciplinado, sob controle construtivo, capacidade de relacionar, capacidade de concentração, capacidade criadora,  seriedade e senso objetivo. O indivíduo positivo participa e vibra com as emoções alheias, não por um processo de sugestão, mas pela capacidade de colocar-se no lugar dos outros, o que sem dúvida implica numa maturidade afetiva que se encontra no polo oposto do egocêntrico narcisista, incapaz de encontrar áreas de interesse fora do seu próprio “ego”.

A pessoa experiente raramente “perde a cabeça”; é ajustada emocionalmente. O ser humano amadurecido, normal, reflete antes de agir.

Lc 11.23 Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.

Pedro e os outros discípulos foram moldados pelo Espírito Santo. Uma pessoa que é nascida do Espírito de Deus será transformada por Ele. Estamos unidos na salvação, porém, estamos sendo progressivamente transformados na Sua imagem (2 Co 3.18). Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.

Haverá mudanças através da vida na terra, mas não há um momento final, exceto a morte, quando o cristão se torna perfeitamente sem pecado. É necessário exercícios, uma ação, pensar e agir como Cristo. Algo que todo o cristão deverá buscar constantemente e lutar para crescer, mesmo que seja dia após dia.

O cristão sabe quando usou de valentia e não experiência quando perde a paz. A Bíblia diz: “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo domine em vossos corações ( Cl 3.15) .Isso significa que a paz de Deus é como um regulador; assim, quando se viola a vontade de Deus, a paz Dele deixa de existir no coração do cristão, começando uma turbulência interior, mostrando que o caminho está errado e que, está indo contra a vontade de Deus. Perder também a alegria é uma maneira de saber que não agradou o coração de Deus. Em Ne 8.10 diz:” Não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força”. Mesmo em horas de dificuldades confiar em Deus. Entender, discernir, perceber, captar , considerar que tudo contribui para o bem.

A pessoa de experiência nunca toma uma atitude precipitada. Jeroboão foi um exemplo de homem valentão. Por não ter experiência com Deus fez dez tribos pecar.

Um reino dividido. No A.T. no tempo de Salomão, o reino foi dividido. As tribos do norte continuaram a se chamar Israel e as tribos do sul Judá e Benjamim. Quando Roboão tornou-se rei no lugar de Salomão, seu pai, Jeroboão também se levantou como forte opositor. Ironicamente, por causa dos pecados de Salomão, Deus havia prometido a ele dez tribos. E foi isso o que aconteceu. Dez tribos seguiram a Jeroboão, e o povo de Judá e Benjamim seguiram a Roboão. Ainda que Jeroboão tivesse provado ser líder forte desde que servia na corte de Salomão, ele temia que, caso os filhos de Israel continuassem indo a Jerusalém para adorar, o coração dele( do povo) se tornará a seu senhor, a Roboão. Assim ele elabora um plano maligno para impedir que seu poder enfraquecesse. Para alcançar o seu objetivo, Jeroboão mudou o lugar central de adoração. Ele mandou construir dois bezerros de ouro em Betel e Dã e disse ao povo que essa mudança era para facilitar a sua vida. “Basta de subirdes a Jerusalém”, foi a explicação dada por ele, e acrescentou: “Vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito”!Naquela altura, Jeroboão ignorou completamente a lição que Israel deveria ter aprendido quando Arão fez o bezerro de ouro junto ao pé do Monte Sinai. Ex 32.31,35. Jeroboão foi repreendido pela sua apostasia. Mas esta idolatria permaneceu descaradamente. Quando Acabe assumiu o trono, a Bíblia diz que ele fez “ o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele” (1 Rs 16.30). Lamentavelmente Israel era lembrada pela história como opositora do Templo. Mesmo com a providência suprema de Deus conduzindo profetas como Elias , para que o rei se arrependesse das suas maldades , o final foi infeliz. Deus tentou de todas as maneiras acudir, atender Israel , sendo inútil todas as tentativas.

Para que um indivíduo qualquer pudesse exercer funções de realeza, era preciso que fosse nomeado para esse cargo por uma autoridade superior; por escolha popular, pela usurpação ou por herança. A cerimônia de coroação entre os israelitas consistia regularmente em colocar o rei no trono, por – lhe a coroa na cabeça, derramar-lhe óleo e fazer a proclamação. Tinham poder de vida e morte. As restrições para o governo do rei eram o temor a Deus e o respeito aos homens. A vontade do povo devia ser conhecida do rei. Não deviam oprimir o povo, sem sofrer graves consequências. Os oficiais da religião , tanto sacerdotes como profetas, agiam independentes da vontade do rei e não hesitavam em condenar os erros deste. O rei deveria ser dotado de espírito penetrante, capaz de distinguir a verdade do erro, de fazer justiça ao inocente e castigar o criminoso.

A última tentativa para o cumprimento do plano de Deus surge mediante a cruz. Enviaria o Seu próprio Filho  para a crucificação , uma missão messiânica. Através de Jesus Cristo o Reino de Deus seria implantado na terra. Este Reino teria que ser todo Espiritual, e nenhum meio material violento serviria para o seu estabelecimento na terra. O Reino dos Céus vem a ser “A Igreja Invisível”. É a República dos Filhos de Deus, a verdadeira companhia de todo o povo fiel, representada pela igreja visível, mas que é maior do que ela. O Templo não seria mais conduzido por homens, mas pelo próprio Deus. Não seria mais um Templo de tijolos, mas um Templo Vivo,  onde Deus viria para habitar no próprio coração do homem.

Mt 23. 37  Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis Eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Porque Eu vos digo que, desde agora, Me não vereis, mais, até que digais: “Bendito o que vem em Nome do Senhor”!

Jesus faz um julgamento severo sobre a nação.  Tanto sangue foi derramado para o arrependimento de Israel,  sustentando falsamente usavam de violência para superar seus antepassados em justiça. Embora edificassem monumentos a profetas assassinados por seus pais, eles próprios estavam tramando matar o Filho de Deus. Portanto eles sofreriam a mesma condenação.

Hb 11.33,34 Os quais, pela fé, venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fugida os exércitos dos estranhos.

A vida cristã é comparada normalmente com um atleta que corre. 1 Co 9.24 Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.

O grande pregador e professor Jonathan Edwards estabeleceu cinco decisões que tomou em sua vida como grande Atleta de Cristo: 1- Viver a vida com toda a intensidade; 2- Nunca perder um momento sequer do tempo, tentando utilizá-lo da maneira mais produtiva possível; 3-Nunca fazer nada que fosse se arrepender depois; 4- Nunca fazer algo baseado em um sentimento de vingança; 5- Nunca fazer nada que possa temer, caso aquela fosse a última hora da vida.

O ato de aceitar a vontade de Deus coloca sobre ele a responsabilidade do amanhã. Uma pessoa idosa disse certa vez: “Se Deus me ordena que bata com a cabeça contra uma muralha de rocha, meu dever é bater, e o de Deus é abrir o buraco”. Quando estudamos a vida que foi moldada por Deus, vemos que o Senhor sempre faz sua parte. No final Deus sempre vence. Aqueles que se rendem a Deus,  possuem a Deus. A Bíblia ensina que “Ao Senhor pertence a terra e tudo o que nela se contém”. (Sl 24.1). Possuindo a Deus, os mansos também “herdarão a terra”.

A proposta de vida do cristão é romper com as injustiças. Rasgar os rótulos, saber quem você é e fazer à diferença, lutar para chegar à taça. Avançar para chegar ao pódio. Apagar as marcas do passado, influenciar o meio, discernir o caminho, correr para o alvo. Para ser um campeão é necessário crescer sempre, operando ativa e eficazmente. Como disse Robinho: Para se ganhar um campeonato é necessário “Colocar o coração na ponta da chuteira”.

Pastora e Psicopedagoga : “Mônica Druzian”.

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