A BLASFÊMIA DOS FARISEUS

Posted: 31/05/2010 in Psicopedagogia através da Palavra
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E estava ele expulsando um demônio, o qual era mudo. E aconteceu que, saindo o demônio, o mudo falou; e maravilhou-se a multidão. Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios. E outros, tentando-o, pediam-lhe um sinal do céu. Mas, conhecendo ele os seus pensamentos, disse-lhes: Todo reino dividido contra si mesmo será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá. E, se também Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. E, se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expulsam vossos filhos? Eles, pois, serão os vossos juízes. Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente, a vós é chegado o Reino de Deus.

Quando o valente guarda, armado, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem. Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele e vencendo-o, tira-lhe toda a armadura em que confiava e reparte os seus despojos. “Quem não é comigo é contra Mim; e quem Comigo não ajunta espalha”.28”Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”.

“Quem não é Comigo é contra Mim”.

BEM=Qualidade atribuída a ações e obras humanas que lhes confere um caráter moral. Virtude, felicidade, favor, benefício, com saúde, perfeito, pessoa muito amada. Bem disponível sem custo, como o ar que respiramos.

Bem aventurado – uma pessoa muito feliz.  Bem- aventurança é a felicidade eterna, que os santos gozam no Céu. Beatitudes (paz e alegria da alma dos que absorvem em contemplação a Santidade de Deus), santo, virtude.

Mal- O que é nocivo, mau. Aquilo que se opõe ao bem, à virtude, à honra. Enfermidade. Escassamente, pouco, incorretamente, insatisfatoriamente, etc.

O escritor Gil Vicente cria uma alegoria (exposição dum pensamento sob forma figurada. Ficção que representa uma coisa para dar idéia de outra) entre o bem e o mal.

Uma Barca conduziria o indivíduo ao seu destino final: ”Auto da Barca do Inferno”. De um lado uma Barca do Bem com um Anjo na porta, e do outro lado uma Barca do Mal com um Demônio também na porta. Tanto o Anjo como o Demônio tinham informações suficientes sobre a vida de cada candidato. Eles traziam em suas mãos um prognóstico, curso e resultado de um processo ou atividade da vida da pessoa na terra. O juízo final estava formado mediante um diagnóstico: “Lago do Fogo ou Fonte Eterna?

“TUDO O QUE É SÓLIDO PODE DERRETER”-

Sólido: robustecer, fortalecer, que tem fundamento real, que não se altera ou afeta  facilmente.

Os fariseus eram pessoas separadas como sendo um povo exclusivo de Deus. Esta seita dominava a vida do povo judeu. Os fariseus sustentavam a doutrina da predestinação que consideravam em harmonia com o livre arbítrio. Criam na imortalidade da alma, na ressurreição do corpo e na existência do espírito; criam nas recompensas e castigos na vida futura, de acordo com o modo de viver neste mundo; que as almas dos ímpios eram lançadas em prisão eterna, enquanto que as dos justos, reviveria. A religião era em viver de conformidade com a lei, prometendo a graça divina somente àqueles que fazem o que a lei manda. João Batista, dirigindo-se a eles, chamou-os de raça de víboras. É muito conhecida a linguagem de Jesus, pela qual denunciou severamente sua hipocrisia e orgulho, pelo modo por que desprezavam as cosas essenciais da lei para darem atenção minúcias das práticas externas.

Estes homens falavam em justiça, mas viviam cometendo injustiças. No seu coração achavam que cometiam o bem, mas viviam para a prática do mal. Todas as pessoas que nasciam com defeito eram excluídas do convívio social. Os leprosos eram jogados para fora da cidade. As mulheres que sofriam de fluxo de sangue eram isoladas. Se alguém estivesse com alguma enfermidade no sábado, certamente morreria, pois não se podia fazer nada neste dia. Não conseguiam discernir entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, entre Deus e o Demônio. Faziam tudo para agradar o coração de Deus, achavam que estavam agradando o Criador através de suas ações e atitudes,  mas, não reconheceram o próprio Filho de Deus na terra.

JUÍZES- Salvadores de vidas.

Os juízes eram pessoas preparadas para designar entre o bem e o mal. Eram considerados como Salvadores da Pátria. Muitos dos juízes que escolhiam eram tidos como pseudo libertadores;    sem autoridade divina. Na ceia pascoal Jesus, manifestando o seu desígnio de ser crucificado por ocasião da festa, denunciou o traidor. O diabo já tinha posto no coração de Judas a determinação de entregar Jesus. Quando Jesus declarou solenemente: “Um de vós me há de entregar “, seria pelo fato de que o homem é falho; deve sempre vigiar para não cometer injustiças. Parecemos sólidos, mas tudo o que é solido pode derreter.

Nas nossas vidas diárias iremos observar que também não somos melhores do que os fariseus. Cometemos muitas injustiças no percorrer da vida. O que achávamos ser errado, de repente passa a não ser mais. Muitas igrejas julgavam ser errado jogar bola, cortar cabelo, usar calça comprida, ver TV , etc… ,hoje em dia já não acham mais.

Cuidado com os julgamentos. Cuidado com o que você ensina para seu filho. Cuidado com o conceito do que é certo ou errado. Os católicos vão para o inferno e os evangélicos vão para o céu? Ou vise e versa? “Um de vós me há de entregar”.

A criança é completamente dependente dos pais ou de seus substitutos para a satisfação de suas necessidades. Os pais também desempenham o papel de agentes disciplinadores; eles ensinam à criança o código moral e transmitem os valores tradicionais e os ideais da sociedade. Os processos utilizados são: a recompensa quando a criança faz o bem e a punição quando ela faz o mal. Recompensa é tudo aquilo que reduz a tensão ou promete fazê-lo como: um abraço, uma palavra incentivadora, um presente, um passeio etc. A punição é tudo aquilo que aumenta a tensão como: ficar de castigo, negar algo que agrada a criança, olhar austero, etc. Assim, a criança aprende a identificar, isto é, a relacionar seu comportamento com as sanções e proibições aplicadas pelos pais. A criança aprende os ideais  dos pais que vão formar o ideal do seu ego; ela capta as proibições que vão formar sua consciência.A personalidade da criança se forma através daquilo que ela aprendeu entre o certo e o errado.Elas trazem da infância o vínculo moral. Quando elas crescem e se transformam em adultos, acontecerão muitos desajustes como exemplo: quando se casam com pessoas de religiões diferentes, quando um é rico o outro é pobre, quando um é judeu o outro é brasileiro, quando um é negro o outro é branco etc. O indivíduo terá novamente que passar por um processo de adaptação. O Código de moralidade que o homem aprendeu com seus pais não consiste com o Código Moral da sua mulher.  Surge então, um choque de cultura, onde um  tenta impor ao outro o certo e o errado daquilo que aprendeu com os pais.

Freud era pessimista no que respeita às possibilidades da psicologia de se tornar uma ciência exata, pois a menor mudança na distribuição do certo ou errado pode fazer a balança pender em favor de determinada forma de comportamento (Freud,1920b).

Todos os conflitos interiores da personalidade podem ser reduzidos à oposição entre essas duas forças: Bem ou Mal. Estas  duas forças tem o poder para produzir sofrimento e aumentar a tensão, bem como para produzir bem estar e reduzir a tensão. Tanto perturba como conforta.

Embora os pais sejam uma ponte de referência e as figuras de identificação mais importantes, todos terão que aprender a identificar o certo do errado, a escolher entre o bem do mal.

Todos os mecanismos de defesa possuem duas características em comum: l- Negam, falsificam ou distorcem a realidade; 2- Operam inconscientemente, de sorte que a pessoa não tem consciência do que está ocorrendo.

A realidade é não mentir, não falar mal, comer moderadamente, não brigar, não julgar, etc.  A criança nota dentro de casa uma realidade distorcida como: Deus castiga, a cor rosa é de menina, a bola é do menino, o papai é o Noel, natal não existe , o homem do saco vem pegar etc.

Não sabendo discernir o certo do errado a criança pode crescer insegura e amedrontada. Os primeiros sintomas são como: chupar o dedo, insegurança, isolar-se não querendo amigos, medo do escuro, chora com facilidade, etc.

Uma mulher recém casada, que tem dificuldade de relacionamento com o marido, pode retornar  à segurança do lar paterno, e vice e versa, ou o homem que perdeu o emprego pode procurar conforto nas drogas como: álcool , cigarros etc.

É necessário procurar compreender o ser vivente como um todo. Vivendo em parte no mundo da realidade e em parte no da imaginação, envolvidos em conflitos e contradições interiores e, contudo, capaz de pensamento e ação racionais, movido por forças que ele pouco conhece e por aspirações além de seu alcance, às vezes lúcido, às vezes confuso, frustrado, satisfeito, esperançoso e desesperado, egoísta e altruísta; em suma, um ser humano complexo.

A FIGUEIRA SECA –

Mt 21.l8 E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome.  E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente.

Uma figueira mentirosa. Em uma figueira, a fruta é formada, depois aparecem suas folhas; portanto espera-se encontrar frutos satisfatórios em uma árvore cheia de folhas.

Jesus profere a parábola do julgamento. Muitos falsos religiosos,  parecem pecadores arrependidos, mas no seu interior conspiram maldades. A figueira é uma metáfora que designa o povo de Deus. Toda a árvore de Deus deve ter frutos apropriados para todos, sem fazer acepção de pessoas, de sexo, cor, raça, religião etc. Deus é o juiz. Somente Deus tem a autoridade máxima para julgar o ser humano. Quem vai entrar na Barca do Bem ou na Barca do Mal é critério absoluto do Juiz Supremo e Soberano “O Grande Deus”.

O Código de Moralidade dos fariseus consistia de inúmeras regras e regulamentos momentâneos. “Jesus Cristo” resumiu todas as obrigações morais na palavra “AMOR”, expressão na dualidade de Deus e o Próximo.

Jesus Cristo direciona sua condenação à hipocrisia dissimulada, cheia de forma exterior, mas desprovida de realidade espiritual interna. ”Por fora bela viola por dentro pão bolorento”. Sepulcro caiado. Parece mas não é.

O Senhor Jesus queria que os religiosos pudessem observar um sistema opressivo e confuso que mantinha as pessoas em servidão perpétua. Desfilavam piedade e misericórdia em público para ganhar almas, sendo que eles mesmos precisavam de uma transformação.

Mt 25.31 E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos,com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas.

O tribunal pertence a Deus. A Pessoa do Espírito Santo será o condutor à plena verdade. Ele nos auxiliará na compreensão daquilo que Jesus viveu e ensinou. Ele é como o horizonte que vai diante de nós, nos envolvendo por Seu Infinito amor e ensinando a andar corretamente, mas se cair, como aprender a andar de bicicleta, Ele vem, nos levanta e nos impulsiona novamente até aprendermos o verdadeiro equilíbrio pela vida.

Pastora e Psicopedagoga:” Mônica Druzian”

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