“COROA ARDENTE”

Posted: 22/05/2018 in Uncategorized

“Tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na Cabela e, na mão direita, um Caniço; e, ajoelhando-se diante Dele, O escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! (Mt 27.29)

Segundo a narrativa bíblica, Moisés estava apascentando o rebanho de seu sogro, quando o levou para o lado ocidental do deserto, chegando ao “Monte Horebe”, identificado na Bíblia como o “Monte de Deus”. A Bíblia diz que em dado momento o Anjo do SENHOR apareceu a Moisés numa chama de fogo no meio de uma sarça. Quando Moisés olhou para a sarça, ele percebeu que ela ardia, mas não se consumia. Aquele fato curioso chamou a sua atenção, e ele foi em direção à sarça para averiguar por que ela não se queimava. Quando Moisés se aproximou para poder contemplar mais de perto a sarça ardente, Deus, do meio da sarça, o chamou pelo nome e lhe ordenou: “Tire as sandálias dos seus pés porque o lugar em que está pisando é SANTO”. (Ex 3.5)

A Sarça era um simples arbusto natural e espinhoso, mas que foi iluminado com uma chama sobrenatural. No texto indica um arbusto físico queimando de forma “Miraculosa”. A Sarça Ardente foi acesa sem nenhuma ação humana. Deus é Auto-suficiente, ou seja, o arbusto não era consumido porque o fogo que estava ali não necessitava de combustível para queimar, isto é, a Chama que estava sobre a Sarça Ardente era a própria Glória do SENHOR. “E serás uma Coroa de Glória na mão do SENHOR, e um Diadema Real na mão do teu Deus”. (Is 62.3)

A Acácia era a principal árvore disponível durante os tempos dos israelitas, quando vagavam pelo deserto. Sua densidade e força fizeram dela ideal para uma estrutura que resistiria por Gerações. Acácia significa “árvore espinhosa”. A Bíblia é rica em alusões da madeira de Acácia dando para ela usos sagrados. A Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Proposição, os Varais da Arca, e os adornos do Tabernáculo foram confeccionados em Madeira de Acácia. A Árvore da Vida do Livro de Apocalipse é simbolizada pela Acácia, pois, tem cheiro de Vida. Por que Deus escolhera justamente a Madeira da Acácia, um arbusto feio, espinhoso e insignificante, e que crescia nos lugares mais áridos do deserto, para guardar o Seu Testemunho dentro dela? “Aquele que foi feito menor, foi Coroado de Glória e de Honra, para que, pela Graça de Deus, provasse a morte por todo homem”. (Hb 2.9)

Dentro da Arca da Aliança estava o próprio Espírito Santo de Deus que guiava o povo, resistindo às provas mais árduas. A Arca aguentava todas as guerras e enfrentava todas as tempestades. Os espinhos estavam presente, mas de modo nenhum prejudicavam a Beleza e o Aroma das suas Flores. “Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são”. (1 Co 1.28) Depois de tantos milagres e maravilhas, o povo de Israel ignora completamente o fato de que era Deus quem os protegia e sobre eles reinava, e não Samuel ou qualquer rei humano, mas, o povo de Israel pede a Samuel que constituísse um rei sobre eles. “O SENHOR disse a Samuel: “O povo não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não Reinar sobre eles”. (1 Sm 8.7)

Agora, não é mais a Arca da Aliança, o Testemunho que vai à frente do povo, mas, sim, um rei escolhido por eles, o primeiro rei Saul do reino de Israel. Os israelitas preferiram o governo humano, no lugar do Governo de Deus. Por isso, eles exigiram, não pediram, um rei como o de outras Nações. O papel de Samuel como juiz não era uma dinastia. Deus levantou os juízes; Ele não criou uma dinastia de juízes, cujos filhos os substituiriam. Agora, Israel estava nas mãos dos filhos do rei que governariam no lugar do seu pai. Assim, a infecção tomou conta de Israel através dos reis. Os espinhos, agora, estava presente, não mais na beleza da santidade e nem no aroma suave do Perfume do próprio SENHOR. “O Salvador disse: Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinhos ou figos dos abrolhos?” (Mt 7.16)

Esta particularidade de Deus, chamada “Madeira de Acácia”, foi justamente, porque Seu Filho seria feito um Arbusto feio, espinhoso e insignificante. Quando Jesus foi preso, Ele foi condenado à crucificação e entregue nas mãos dos soldados romanos. Além de espancarem o SENHOR, os soldados decidiram também zombar dele. Como o SENHOR era acusado de se chamar o “rei dos judeus” e fomentar rebelião contra o império romano, os soldados vestiram-No com um manto, colocaram uma vara em sua Mão e lhe “teceram uma Coroa de Espinhos”. (Mt 27.27,29)

Enquanto o povo gritava: crucifica-o, crucifica-o, os soldados fingiam prestar-lhe honra. Depois pegaram no “Cetro” para bater-Lhe na Cabeça, e O levaram para ser crucificado. A Árvore da Vida, o Altar do Incenso, tem cheiro de Vida. A Sarça Ardente foi acessa sem nenhuma ação humana. A revelação de Deus não está limitada a uma Coroa de Espinhos, mas ao Deus SANTO e VIVO em uma Coros de GLORIA. A chama que estava sobre a Cabeça do SENHOR Jesus Cristo é a Sua Glória, um símbolo inacessível de Deus. A Coroa da Acácia cheia de espinhos, aponta para a Coroa de Glória, Aquele que garante Sua Presença Governando novamente o Reino de Deus na Terra. Enquanto a Coroa de Espinhos representa toda a humanidade, a Coroa de Glória representa a Vitória de um Rei que governará eternamente. “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos Santos desde a Mão do Anjo até diante de Deus”. (Ap 8.4)

A Coroa é símbolo de triunfo e realiza. Símbolo de Poder, Dignidade e Distinção. No Novo Testamento, a Coroa é o emblema dos galardões que os santos receberão quando da vinda do SENHOR Jesus Cristo. Lembrem-se, o Fogo não estava em um Cedro alto e Majestoso, mas em um arbusto cheio de defeitos e espinhos. Onde a Glória de Deus está, o Monte se torna Santo, a Terra se torna Sagrada. “Eles depois bateram em Sua Cabeça com a vara, o que teria encravado os espinhos em Sua Cabeça”. (Mc 15.19) Isso teria causado sangramento e sofrimento terrível. Em várias passagens da Bíblia os espinhos representam maldição. Mas, na Cruz, o SENHOR levou sobre Si toda a Maldição, toda a Rejeição.

Aqui está o “REI” sendo espancado, cuspido e insultado: “O mesmo que foi coroado com uma coroa de espinhos hoje está Coroado de Glória e honra, exaltado à Destra de Deus Pai”. (Atos 2.33) Como seu objetivo era doar-Se, nem as adulações dos espinhos, nem o escárnio da humilhação da cruz, poderiam desviá-Lo de Seu tão grande Amor. A Coroa da Vida está à disposição, pelos que querem ser guiados pelo Rei dos reis. Em Sua Agonia, o SENHOR se familiarizou com todos os espinhos, cardos e farpas que afligem a humanidade. Agora, a Arca da Aliança carrega novamente o Testemunho. As gotas de sangue que foram gotejadas por uma coroa de espinhos, agora, não mais em madeira de acácia, mas, em uma linda Flor perfumada que irradia a Glória da Graça. Portanto:”Guarda o que tens, para que “ninguém” tome a tua Coroa”. (Ap 3.11)                                       “MÔNICA DRUZIAN”

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“DEBAIXO DO SOL”

Posted: 19/05/2018 in Uncategorized

“Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a Sabedoria deste mundo? (1 Co 1.20)

“Debaixo do Sol” se limita ao conhecimento da realidade material das coisas “terrenas”. O rei Salomão, considerado o homem mais sábio do mundo, declarou que a consciência do homem é curta, assim como a sua vida. Ele não tem lembranças dos fatos de seus antepassados antes dele, nem seus descendentes herdarão a consciência dele. “Quando morre, sua própria memória morre com ele”. O que se sabe sobre o passado foi aprendido de registros deixados por pessoas que viveram naquela época e da evidência ainda existente para confirmar o que afirmaram.

O autor do Livro chamado “Eclesiastes”se apresenta como um organizador, orador, debatedor, porta-voz ou pregador, que são os significados da palavra hebraica traduzida para o grego como “Eclesiastes”. O livro descreve investigações que Salomão fez das atividades dos homens na Terra “Debaixo do Sol”. Esta é a perspectiva da razão, em que há uma completa negação da existência ” Em Cima do Sol”. A negação das coisas imateriais leva o homem à “Vaidade”. Salomão declara por experiência própria que “De fazer muitos Livros não há fim; e o muito estudar é enfado da carne”. (Cap.12.12) Todas as investigações feita por Salomão, uma vez concluídas, ele chegou a conclusão que: “O Temor do SENHOR é o Princípio da Sabedoria”. (Pv 9.10)

“Temor e Tremor” é o título de um livro do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, publicado em 1843 e sob o pseudônimo de Johannes de Silentio. Kierkegaard pretende mostrar que a “razão” não consegue articular sua racionalidade frente a transitoriedade da existência humana. É na condição própria da razão humana que se instaura a abertura para a experiência de “Fé”. Mostrar-se-á como a Fé, marcada por sua contínua movimentação e dinamicidade na existência humana, se dá paradoxalmente à razão, sendo por isso compreendida como “Absurdo”. Quer-se mostrar como a Fé possui sua própria lógica e organização, e é por esse motivo diferente da razão.As representações finitas são essenciais ao entendimento do conceito infinito. Portanto, Razão e Fé caminham juntas.

A infinitude de manifestações não esgota sua compreensão. Ambas se revelam irrecusáveis para a existência humana. A revelação espiritual é um dos espaços encontrados por Kierkegaard para desenvolver a sua atividade intelectual: “A Revelação é a Ordem de Deus que funda a única Ordem do homem”. O filósofo apresenta o “Silêncio” como recurso. Dessa forma, o auxilia na interpretação da existência e lhe permite, entre outras alternativas, assumir a visão e a atitude apaixonada a Fé. Assim, O Temor de Deus faz com que Kierkegaard seja “Alônimo”, ou seja, o autor usa um nome diferente do seu para publicar sua obra “Temor e Tremor”. O Filósofo conseguiu enxergar a Verdadeira Sabedoria através da Fé. Acima do Sol o filósofo dinamarquês teve um encontro com o SENHOR Jesus Cristo. “Aquele que se gloria, glorie-se no SENHOR”. (1 Co 1.31)

“Tema a Deus e obedeça aos Seus Mandamentos, porque isso é o essencial para o homem”. (Ecl 12.13) Todo o livro de Eclesiastes deve-se interpretar segundo o contexto deste seu penúltimo versículo. Salomão começou com uma avaliação negativista da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele conclui com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da vida: “No Temor do SENHOR”. Portanto, “zero” não é a mesma coisa que “nada”. O zero à esquerda não muda nada, não vale nada, mas, quando o homem se submete ao Temor no SENHOR, então o zero vai à direita, que é o Princípio do Saber. Por meio desta Sabedoria, o dinamarquês Kierkegaard deixou relacionado de maneira absoluta com o absoluto, um “Código” oculto, o significado da consciência de um “eu” irônico, cujo silêncio de sua Fé permaneceu “indecifrável”: “Temor e Tremor”.

O medo é uma manifestação do instinto fundamental de conservação. É a reação a uma ameaça para a vida, a resposta a um verdadeiro ou suposto perigo. Algo muito diferente do medo é o temor. O medo é um instinto, e o temor é o elemento da “Fé”, que nasce da consciência e se aprende. O medo paralisa os pensamentos, circulam como maré que esbravejam em dores e angustias com sensações de inutilidade. Palavras citadas por Cícero: “que me detestem, contanto que me temam”. Este temor desencadeia competição e rivalidade debaixo do Sol. Mas, Acima do Sol mora a esperança. Diante do milagre do paralítico que se levanta e caminha; “o assombro se apoderou de todos, e glorificaram a Deus. E cheios de “temor”, diziam: Hoje vimos coisas incríveis”. (Lc 5.26) Este temor é chamado: “Princípio da Sabedoria”.

“MÔNICA DRUZIAN”

 

 

 

“Porque está escrito: Como Eu Vivo, diz o SENHOR, que todo joelho se dobrará a Mim, e toda língua confessará que Eu Sou Deus. De maneira que cada um de vós dará conta de “si mesmo” no dia do Juízo”. (Rm 14.11,12)

Nova Jerusalém é o nome dado, no Livro de Apocalipse, à Cidade que Deus fará para os fiéis. João Evangelista compara a Cidade a uma Noiva arrumada para seu Esposo. “E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, por que o SENHOR Deus Os ilumina; e reinarão para todo sempre”. (Ap 22.5) As Portas da Nova Jerusalém ficaram abertas pelo fato que lá não haverá Trevas. A Glória de Deus estará em todos os lugares, pois, a noite foi feita para ser o período de descanso do homem. Portanto, o Livro de Apocalipse significa a Revelação da Consciência.

A Visão dos Quatro Cavaleiros simbolizam os poderes que estão atuando na Terra. Estes poderes afetam profundamente as condições gerais da humanidade, como também a própria Igreja de Cristo. Toda a presente escalada de acontecimentos terríveis que estão acontecendo em todo o Mundo, não poderá ser detida, a não ser pela volta do SENHOR Jesus Cristo. Esta é a Principal Mensagem Espiritual dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse. “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos Quatro Seres Viventes dizer, como se fosse Vos de Trovão: VEM!” (Ap 6.1)

O que significa os Quatros Veres Viventes? Estes Quatro Seres Viventes se encontram na Visão que o profeta Ezequiel teve da Glória de Deus sobre um carro. (Ez 1.10) Este carro tinha quatro rodas imensas que iam da Terra ao Céu. E em cada roda havia uma figura: a de um leão, de um boi, de um homem e de uma águia. Um Querubim com quatro faces. Querubins são seres angelicais. Não cabe dar interpretação humana para aquilo que Deus reservou para Si Mesmo. Esses seres estão diante do Trono de Deus proclamando as virtudes de um Cordeiro, por recuperar o domínio que as trevas tinha sobre a morte.

Estes seres viventes são Anjos do SENHOR que representam todo o Universo. O texto vai focar nos Quatro Cavaleiros e os Quatro Cavalos. O Primeiro Cavaleiro está montado em um Cavalo Branco. Cada face de um Querubim representa um Cavaleiro e o seu respectivo Cavalo. O Primeiro Cavaleiro está montado em um Cavalo Branco representando a Força de um Leão que saiu vencendo, e para vencer. Ao sair para a batalha, o Cavaleiro recebe uma Coroa. Enquanto os vencedores deste mundo recebem a Coroa somente após a vitória. O primeiro rosto simboliza o Leão, o Cavaleiro recebe a Coroa Antecipadamente, como evidência segura de Sua Vitória. “Olhei, e vi um Cavalo Branco. O seu Cavaleiro tinha um arco, e foi-lhe dada uma Coroa, e Ele saiu Vencendo, e para Vencer”.( Ap 6.2)

O Segundo Selo foi aberto pelo Cordeiro. “Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo Ser Vivente dizer: “VEM!”(Ap 6.3) O segundo selo representa a Igreja em estado de corrupção. Lembrem-se que esses seres estão presentes, ao redor do Trono de Deus, no momento do Juízo, e o Cordeiro é quem abre os selos. O Segundo Cavaleiro montado em um Cavalo Vermelho representa o Sangue que foi derramado pela Salvação das almas. Portanto, é o momento de acerto de contas. Tudo será trazido à Luz da Verdade. Nada ficará encoberto, e este Cavaleiro representa a Força de um Touro, pois, Deus não admite que Seu Nome seja Violado. “Então saiu outro Cavalo, Vermelho. Ao Seu Cavaleiro foi dado tirar a Paz da Terra, para que os homens se matassem uns aos outros. Também lhe foi dada uma grande Espada”. (Ap 6.4) A Espada representa a Palavra de Deus. Mas, os homens estão corrompendo o Seu Santo Nome, envergonhando Sua Verdade.

O Terceiro Selo foi aberto. “Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro Ser Vivente dizer: VEM! Olhei, e vi um Cavalo Preto. O Seu Cavaleiro tinha uma Balança na Mãos”. (Ap 6.5) A Balança é o símbolo da Justiça. Nesta visão, João viu na balança enganos e mentiras. Estavam fazendo mercado enganador, vendendo cevada com o valor de trigo. O Trigo representa o Pão da Vida que deve ser oferecido de Graça. Mas, o Pão da Graça está sendo vendido. A Igreja de Cristo se tornou em comércio. Este Cavaleiro em um Cavalo Preto representa os profetas Falsos destruindo a Verdadeira identidade do Filho do Homem. “E ouvi uma como que voz no meio dos Quatro Seres Viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário, e não danifiques o Azeite e o Vinho”. “Ap 6.6) O Símbolo do Espírito Santo é a Unção. Não se pode invocar o Espírito Santo quando se prega o erro e o engano. Estão oferecendo um falso vinho que embriaga e mata.

E o Quarto Selo foi aberto. “Olhei, e vi um Cavalo Amarelo. O Seu Cavaleiro chamava-se Morte, e o Inferno o seguia. Foi-lhes dado Poder sobre a quarta parte da Terra para matar com a espada, com a fome, com a peste e com as feras da Terra.”. (Ap 6.8) Toda a presente escalada de acontecimentos terríveis que estão acontecendo em todo o Mundo não poderá ser detida, a não ser pela volta do SENHOR Jesus Cristo. O próprio homem já corrompeu o planeta Terra. O Rosto da Águia simboliza a Sabedoria, a Inteligência, a Habilidade para decisão do Caminho certo. A Águia é símbolo de rapidez extraordinária. É necessário estar atento contra as ciladas que virão. O livramento virá pela Orientação do próprio Espírito Santo de Deus. Portanto: “Acautelai-vos”. “… E também, por meio do Trono e à volta do Trono, Quatro Seres Viventes cheios de Olhos por diante e por detrás”. (Ap 4.6,8)

Na Concepção de que os Quatro Seres Viventes estão no meio do Trono, à volta Dele e junto de Deus, demonstra-se com isso que Deus está em toda a parte agindo em todos os lugares sem parar. As Asas dos Querubins estão cheias de Olhos, ao redor e por dentro, significando que não há nenhum espaço, por menor que seja, quer nos Céus quer na Terra que esteja fora do alcance da Visão do Deus Todo-Poderoso. O número quatro na Bíblia representa a totalidade da criação. São Quatro Seres e cada um com Quatro rostos, os quatro limites da Terra; os quatro ventos; a largura, o comprimento, a profundidade e a altura; quatro pontos cardeais; quatro estações do ano; Quatro Evangelhos. Os rabinos judeus explicavam o Mistério desses rostos dizendo que “as mais exaltadas de todas as criaturas vivas era o homem; dos pássaros, a águia; do gado, o boi e das bestas do campo, o leão. Todos receberam realeza e grandeza e estavam sobre o Carro de Deus.

Os Querubins representam as formas mais destacadas entre os seres criados. Tendo em conta, é preciso ter Consciência da História da Humanidade nas Mãos de Deus. Mesmo que os seus olhos humanos não os vêem, os Cavaleiros com seus respectivos Cavalos estão por toda a parte para fazer Justiça na Terra. A Noiva está pronta para receber o seu Esposo. “Porque assim diz o Alto, o Sublime que habita a Eternidade, o qual tem o nome de SANTO: Habito no Alto e Santo Lugar, mas Habito também com o contrito e abatido de espírito, para Vivificar o espírito dos abatidos e Vivificar o coração dos contritos”. (Is 57.15) Assim, os Quatro Seres Viventes voltam no Novo Testamento em Apocalipse, para proclamar: SANTO, SANTO, SANTO ao que há de Vir”. O profeta Ezequiel os viu com “Asas” indo por todas as direções. Cada um deles tem seis asas, estão cheios de olhos, ao redor e por dentro. Os Quatro Seres Viventes, pelos quatro cantos da Terra: “QUADRANGULAR”…. Tempo de Reflexão!!!!

“MÔNICA DRUZIAN”

 

“VEM, E VÊ”

Posted: 15/05/2018 in Uncategorized

“Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?”

“Ego”, a partir da interpretação filosófica, significa o “eu de cada um”, ou seja, “o que caracteriza a personalidade de cada indivíduo”. “Egocêntrico é um adjetivo masculino que se refere ao “egocentrismo”, relativo ao “ego”, e descreve alguém que se considera como o “centro de todo o interesse”. Alguns sinônimos de egocêntrico são: egoísta, narcisista e metido. Com origem no latim, egocêntrico é a junção de ego” (eu) e centrum (o meio de tudo, o centro) e revela tendência de alguém para referir a ele mesmo, fazendo do eu o centro do Universo.

Na pessoa egocêntrica se encontram a imaginação e o pensamento tão permanentemente ocupados com o próprio eu e os seus interesses, que é capaz de fingir, perante si mesmo e perante os outros, por não se atrever a enfrentar a realidade. Não possuem mecanismos mentais capazes de fazê-los entender que está caindo numa arapuca. O “Ego”, como dito, serve como um mecanismo de “defesa” e se desenvolve a partir da interação do ser humano com a realidade. Mas, uma pessoa egocêntrica, se torna em “arrogante”. Arrogante é um adjetivo de dois gêneros que expressa uma característica negativa de um indivíduo que carece de humildade, que se sente superior aos outros.

Ser arrogante significa ser altivo, prepotente, ter a convicção que é maior conhecedor de vários assuntos e, por isso, não ter interesse em ouvir outras opiniões. De modo geral, uma pessoa arrogante é considerada orgulhosa, soberba, presunçosa e extremamente vaidosa. Exige um reconhecimento do mundo que, na realidade, não merece, exibindo de modo soberbo, certo grau de erudição ou cultura, que não possui, na realidade. Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele a quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (Jo 1.45,46)

Nazaré, foi considerada uma cidade de segunda expressão como “alguém de segunda categoria”.Nazaré era uma vila insignificante na Galileia. Como poderia vir o Messias de uma cidade miserável como aquela vila? Nazaré era uma cidade sem importância alguma aos olhos dos homens. Sequer era contada como uma vila. Era considerada uma aldeia, onde as famílias mais pobres, sem importância alguma moravam. Pessoas que passavam pela estrada, sequer notavam um povo simples e humilde. No entanto, aquele vilarejo rodeado de montanhas, foi escolhido por Deus para lançar a Semente da Salvação. Deus não escolheu Jerusalém, mas escolheu Nazaré. O Mundo inteiro conhece o “Homem de Nazaré”, pois, em Jerusalém, o Cristo foi crucificado.

Nazaré era identificada como angustiada, entenebrecida…”O povo que andava em treva, viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz”. (Isaías 9.1,2) Em Nazaré o melhor de Deus foi gerado. Nazaré é conhecida como a “Flor da Galileia”. O vilarejo de Nazaré, recebeu o Anjo Gabriel, e anunciou a Maria a Anunciação. Nazaré é a parte baixa, Jerusalém é a parte alta. “Maria..Salve Agraciada…O SENHOR é contigo!” “Maria, não temas”. (Lc 1.30) O fato de ter sido mãe natural do Cristo, era menos importante do que sua fidelidade. Maria não se encheu do egocentrismo nem da arrogância, nem excêntrica, pois não chamou a atenção para si mesma. Aquela mulher, valente guerreira, atenta na Palavra, abriu caminho ao projeto de vida, sendo a mais humilde entre todas as mulheres. “Fazei tudo quanto Ele vos disser”. (Jo 2.5)

Com estas palavras, Maria sai de cena. E com efeito, em Caná os servos obedecem. Disse-lhes Jesus: “Enchei as vasilhas de água. Eles encheram-nas até cima. Então ordenou-lhes Tirai agora e levai ao chefe de mesa”. “Nova Aliança” e “Nova Missão”. Chefe de mesa disse: “Tu guardaste o melhor vinho até agora!”. Assim, o Homem Humilde de Nazaré manifestou a Sua Glória. O “Ego” é considerado o “defensor da personalidade”, pois é responsável por impedir que os conteúdos inconscientes passem para o campo da consciência, acionando assim os seus mecanismos de defesa. Mesmo com a Shekinah, a Presença Gloriosa do SENHOR, com Seu Esplendor e Honra na terra, Sua Humildade venceu todas as barreiras do preconceito. O “Superego” foi Conselheiro para o Seu Ego.

Filipe errou ao dizer que o Messias viria de Nazaré, e Natanael errou ao achar que o SENHOR não poderia vir de uma miserável vila. O preconceito é sempre assim. Ele é tão vil e insidioso que não prejudica somente o objeto do preconceito,mas envenena também a vida do preconceituosos. “Pode algo de bom sair disso ? Disse-lhe Filipe: “Vem, e vê”. Portanto, Deus não escolhe os egocêntricos e arrogantes, nem pedantes e soberbos, nem vaidoso e altivos. Deus escolhe os que não são para ser, os incapacitados para capacitá-los. O Anjo do Senhor apareceu a Gideão e lhe saudou: Deus é contigo, valente guerreiro”. (Jz 6.12) O SENHOR encherá suas vasilhas de água. Ele encheram-nas até em cima, e os transformará no melhor vinho, para que não fique nenhuma dúvida, que que em meio ao nada, ELE produz “o melhor” :”Vem, e vê”.

“MÔNICA DRUZIAN”

“O BOI MUDO”

Posted: 14/05/2018 in Uncategorized

“É Necessário Que ELE Cresça e Que eu Diminua”. (Jo 3.30)

Judas Iscariotes foi um dos doze apóstolos, que, de acordo com os Evangelhos Canônicos, veio a ser traidor do próprio Mestre. Além de escolhido, ficou encarregado de guardar a bolsa que continha o dinheiro usado para as despesas do grupo. Qual o motivo do Mestre ter escolhido alguém com caráter de ladrão e que ainda O trairia lá na frente? Judas Iscariotes foi “seduzido”pelo desejo. Livre da cadeia, se não estiver disposto a sofrer, sofrerá do mesmo jeito. Pode-se sofrer a dor da mudança e ser livre, ou, prosseguir de volta rumo ao deserto. Portanto, era preciso que Judas chegasse a um primeiro motor que não havia sido movido por nenhum outro, e este motor era o próprio Senhor Jesus Cristo.

Muitas pessoas não querem aprender um novo caminho para o futuro. O Gigante lhe trará de volta ao passado, como o homem das cavernas, pegando pelos cabelos, levando-o para o mesmo lugar, esperando uma oferta como mendigo para sobreviver. O traidor entregou seu Mestre aos captores por trinta moedas de prata. Volta-se porque não consegue prosseguir, porque não se está disposto passar pela dor. No Caminho largo não existe pressão, mas, ao entrar pelo Caminho Estreito, serão pressionados por uma força que vem contra. Ninguém pode suportar a pressão do outro. Cada pessoa deverá aprender a perseverar no meio do antagonismo: Vitória através da Derrota. Contingência significa a possibilidade de um ser não existir. As pessoas nascem, crescem e morrem, são possíveis, não necessárias, ou seja, existem, mas não necessariamente. Elas passam, e outros ocuparão seus lugares.

Qual a finalidade de resistir a pressão? Para Transcender, abranger a verdade que está no interior do homem. Dentro da alma imortal está a alma mortal. O passado é como um imã, gigantes com poderes magnéticos. O bastão não se move se não é movido pela mão. Por isso, tudo o que se move é movido por outro. O movimento de Judas foi a ganância, que logo em seguida, veio acompanhado por um arrependimento profundo. Mas, o sentimento de culpa que ele passou a nutrir, depois que viu a consequência de seu ato, o levou ao desespero. E mais uma vez ele errou. Em vez de buscar pelo perdão de Deus, se suicidou. Existe, portanto, um Ser Necessário para conduzir ao infinito.”Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniquidade; e, precipitou-se rompeu-se pelo meio, e todas as suas entranhas se derramaram”. (Atos 1.18)

Cada experiência transmite aprendizado. Pedro, quando este também traiu o Mestre ao negá-Lo por três vezes, buscou pela misericórdia e perdão. A mente e o coração abarrotados de sentimentos ruins cegam e aprisionam o ser humano. Este mergulhar profundamente nas insatisfações, nasce quando se quebra o compromisso de fidelidade. A infidelidade nasce da dúvida. Fé é uma forma “incondicional” a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta “Confiança” que se deposita na Fonte de Transmissão. A Fé acompanha absoluta abstinência de dúvida pelo “Antagonismo”, ou seja, é impossível duvidar e ter fé ao mesmo tempo. Não tem como nutrir um sentimento de “Afeição e Amor” na dúvida. A indiferença de Judas Iscariotes pela Missão do Mestre, fez apodrecer-lhe o coração, e este, movido pela dúvida, perdeu sua fé.

Segundo Flávio Josefo, historiador judeu, na sinagoga de Tiberíades, região situada às margens do Mar da Galileia, havia reuniões de natureza política, isso implica dizer, que eles usavam de sua autoridade religiosa para inferir na sociedade em todas as suas esferas. Pode-se perceber as características que denunciam estes fariseus, quando o Mestre destaca, “dizem, mas não fazem”, na verdade isso expõe o seu coração, pregam o que não vivem e não vivem o que pregam. “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas: Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão”! (Mt 23.27) As aparências não só enganam, como também conduzem muitas pessoas em busca de futilidade. Já não bastam inimigos, o Mestre tem de suportar “Traidores”.

Tomas de Aquino foi chamado o mais sábio dos santos e o mais santo dos sábios. Tomás fora dos momentos de debates acadêmicos e das conversações atinentes a assuntos sérios, era calado, reservado. Além disto não apreciava perder tempo com conservas inúteis. Por isto um de seus colegas o chamou de “O Boi Mudo”. Esta frase se tornou célebre, pois era uma profecia que se realizou: “chamais Tomás de “O Boi Mudo”, mas vos asseguro que seus “mugidos” ouvi-se-ão por toda a terra”. Um dia os frades resolveram brincar com Tomás. Alguém o chamou, dizendo: “Vem ver um boi voando!” Tomás, imediatamente, o acompanhou e se pôs a olhar para o alto ao som das gargalhadas de seus confrades. Estes então lhe perguntaram como, sendo tão inteligente, ele podia pensar que um boi estivesse voando. A resposta de Tomás foi uma lição maravilhosa: “Olhei porque deve ser mai fácil um boi voar do que um “frade mentir”. “Examine-se, pois, o homem a si mesmo”. ( 1 Co 11.28)

“MÔNICA DRUZIAN”

 

 

 

 

“SUSTENTO”

Posted: 11/05/2018 in Uncategorized

“Como é precioso o teu amor, ó Deus! Os homens encontram refúgio à sombra das Tuas Asas”. (Sl 36.7)

“Debaixo das Tuas Asas Estarás Seguro”. (Sl 91.4) Quem já teve oportunidade de ver o comportamento de uma galinha, no cuidado que ela tem para alimentar e proteger seus filhotinhos, os pintainhos, já presenciou a cena da dignidade de uma mãe disciplinando seus filhos. A galinha, sempre que descobre algum alimento ou outra situação que chama atenção, dá uns pios característicos de alerta para chamar os pintainhos. E eles, sempre em busca de proteção da mãe, correm todos para perto dela. Cada avezinha, única no mundo, crescerá com seu grau de perfeição, aprendendo o verdadeiro significado de sua existência.

Humano é uma palavra com origem no latim “humanus” e designa o que é relativo ao Homem como espécie. Ser Humano( Homo sapiens) é o termo utilizado nas Ciências para caracterizar a “espécie viva evolutiva que se difere das demais, por possuir inteligência e razão. Pergunta-se: ” O que poderia fazer uma pessoa tornar-se tão sombria e perder todo o sentido de sua existência?A violência sofrida é o gatilho que justifica sua amargura. A desumanidade não é perpetrada unicamente pelos atos rancorosos dos maus. Muitos jovens que estavam cheios de amor, por escolherem a proteção errada, não sabem mais o caminho de volta ao lar. O amor de uma mãe é tão grande que a conduz às alturas majestosas, onde se dá o encontro da força física com a força de sua alma.

Do ponto de vista filosófico, o ser humano é caracterizado como um ser vivo racional, capaz de ser uma unidade e uma totalidade ao mesmo tempo, enquanto matéria. Mas, como não escolher provocar sofrimento em novas vítimas, ou superar a violência que viveu? Essência é existência. Um galinha quando ela é, tem sua essência. O pintainho precisa de um intermediário para saber o caminho. Existir então é buscar o bem como posto a alcançar. Para a galinha, a existente, é o seu maior interesse, ensinar seus filhotinhos a existirem. Parte Construtiva, os pais são existentes, cujo maior interesse, é ensinar seus filhos a existirem. Assim, no futuro, eles ousarão pensarem com a própria cabeça.

Muitos jovens caminham com suas asas cortadas. Culpas dos pais? Não, peregrinaram por encruzilhadas, e invadiram territórios errados em busca da felicidade. Além de perderem suas asas físicas, perderam as asas simbólicas da dignidade. Estão jogados nas sarjetas da vida, como uma analogia à história de anjo caído, sem asas, um ser mau que é inicialmente bom. Existem pessoas com ato de bondade com a finalidade egoísta e má. Essa faculdade é diferente do sentimento, da experiência e da vontade. O intelecto, a potência que constitui a alma humana em seu grau de perfeição, não tem mais movimento. Perderam a força e não voam mais.

A procura do homem pela transcendência espiritual é a constante busca de sua existência. Nunca bastou ao homem a vida que vive. Então, ele sempre procura por mais, por explicações que deem um sentido aos percalços da sua existência. Com isso, a sua rota de fuga faz com que ele saia em busca por transcender a sua origem. Sua vida não lhe basta, e ele não aceita o seu limite biológico da sua existência. Sempre quer mais, quer ir além. Nunca se estrutura para receber o Amor de Deus quando chegar o momento: e o momento é agora. Não basta entender a vida como um ciclo finito, não basta ir adiante, mas, ele quer ir além do seu entendimento, então, espatifa-se entre as rochas das promessas ilusórias.

Nem sempre é fácil saber ser forte. Essa dificuldade, muitas vezes, decorre da dualidade, fortes ou frágeis, de deparar com situações grandiosas onde se consegue enfrentar de forma destemida, ao mesmo tempo que se sucumbe a medos e dores que se considera desproporcional. Uma criança nasce frágil e inocente, por isso, precisa de alguém que a conduza ao mundo dos fortes. “Mãe” não teme novidade. Ao contrário, se sente confortável em ousar e desbravar situações desconhecidas, suas asas são tão fortes que há competência suficiente para lidar com o possível fracasso. “Mãe” luta bravamente pelos seus filhos, porém não gasta energia tentando mudar o imutável. Serenamente, coloca-se debaixo das Asas Daquele que, com docilidade, sejam nos dias ensolarados ou chuvosos, vem para socorrê-la. Ela reconhece sua Força Naquele que a Fortalece.

À Sombra do Onipotente a “Mãe” descansará.  Porque Ele a livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Debaixo das Suas Asas ela se desloca pelas estradas da vida, com buracos e atoleiros. Mas, não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia. Sua atenção está no Condutor. Ela se refugia no interior das Asas, porque no Altíssimo fizeste a sua habitação. “DEUS É”. Ele tem o Ato intimo para fazer a “Família”existir. Quando seu filho estiver na “vulnerabilidade”, quando as ondas se levantarem e nublarem sua visão, O SENHOR conhece o Caminho, até sobre o Mar. “Porque aos Seus Anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. (Sl 91.11) “Deus te “Sustentará”.

“MÔNICA DRUZIAN”

 

 

 

 

“CONSTRANGIMENTOS”

Posted: 09/05/2018 in Uncategorized

“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos; logo, todos morreram”. (2 Co 5.14)

Atualmente, quando se ouve a palavra “constrangimento”, logo vem à mente a ideia de embaraço e vergonha. Um significado etimológico da palavra constranger encontra-se no dicionário Antônio Houiss, que aponta, originalmente, derivada do latim “constrigo”, que, mais tarde, recebeu o sufixo “ingere”, formando assim a palavra “constringir”, que significa “fazer pressão”, “comprimir”; esta, mais tarde formou uma palavra de significado divergente, “constranger”, que quer dizer: “força”, “obrigar”, “impelir”. Assim, o Amor de Cristo constrange o coração do apóstolo Paulo, para que ele possa ver as pessoas como o SENHOR as vê. “Nós temos tendência para ver as aparências, mas Deus vê o coração”. (1 Sm 16.7)

“Dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões”. (Atos 26.14″. Esse importante decreto veio ao coração de Paulo como um grande farol de esperança para milhões de pessoas escravas em Roma, que estavam sendo queimadas nas chamas da injustiça intimidante. Paulo veio como alvorada festiva para pôr fim à longa jornada de cativeiro e dor. O apóstolo declara que somente através do amor constrangedor do Senhor Jesus Cristo, saberiam exceder a compreensão humana, da deformação pelas segregações e pelas cadeias da discriminação. Os cristãos eram constrangidos em circunstâncias vergonhosa; situação de completo embaraço; vexame desagradável e, intimidação pelo fato de propagar a sua fé. Com isso, o uso de violência física contra o povo que ousava falar de Cristo, às cinzas por meio de pressão, eram incendiados vivos para clarear as ruas de Roma.

Aquela frase “dura coisa é recalcitrares contra os aguilhões, agora diz: “O Amor de Cristo nos Constrange”. Um amor tão profundo, que a Cruz, esse objeto repugnante, de tortura e dor, de miséria e sofrimento, impeliu o apóstolo Paulo a um senso de compromisso constante. Esse constrangimento de humilhação e vergonha fez com que Paulo pregasse o Amor, mesmo em meio a tanto desamor: “O Amor de Cristo nos Constrange”. O tempo do verbo está no presente (aoristo), como se fosse uma ação pura, sem tempo para terminar, algo permanente. Que sua “largura, comprimento, altura e profundidade, que aliás, nem se pode medir, pois “excede todo entendimento”. (Ef 3.19), fosse pregado a todos os homens. O Amor do SENHOR excede a compreensão humana, e, ao visualizar um amor tão grande como este, Paulo exorta os cristãos: “Nada pode separar-nos do Amor de Deus que está em Cristo Jesus, Nosso SENHOR”. (Rm 8.35,39)

Assim, Paulo apresenta a força motivadora do seu ministério. Deveriam estar dispostos a morrer por Amor ao SENHOR. Esta verdadeira motivação, aquilo que de fato impulsionou o povo cristão a encarar a morte de forma tão cruel, foi o foco em Cristo. Total desprendimento das coisas deste mundo. Se o herói de Shakespeare grita: “Meu reino por um cavalo”, Paulo grita: minha vida pelo Reino de Deus”. Apenas sua vida era propriedade do apóstolo. Paulo não se deixou abater pelo constrangimento de Nero. O apóstolo rejeitou Roma, pois era cidadão romano, e partiu em busca de resgatar “Vidas”. Queimados vivos, eles davam à Luz aos gentios, pois, eles representavam o Cristo, e se constrangiam pelo SENHOR. Eles eram serrados de uma Árvore Frondosa, com a seiva do Espírito Santo de Deus, não estavam condenados a definhar e morrer, mas, libertaram-se da matéria para alcançar a “Imortalidade”.

Quando muitos pensam que aquele povo ruiu como que um monte de pedras, o Evangelho de Cristo se espalhou como Sementes pelo Mundo. O definitivo já existe desde todo o sempre. Para lá caminha o povo da esperança, como os rios que desaguam no Mar. O Definitivo é Deus, o Conhecedor de toda a Verdade que Liberta. Paulo dizia: “A minha vida é Sua; a Sua Vida é minha”. Como uma onda que se levanta na imensidão do Oceano, o apóstolo dos gentios aceita tudo como provisório, certo de que tudo passa, e o Ser se tornará Único, reconhecendo, humildemente, que não tem como explicar este Amor Infinito e Incondicional com que Cristo amou a humanidade.

A Autoridade do Cristo se impõe por Si mesmo. Não se justifica apenas pelo fato de trazer vantagens a quem oferece o sacrifício. o “EU SOU” individual é Real. E é pela porta da morte que está selado o destino final do apóstolo dos gentios e de toda a humanidade. “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro se ele vier a perder sua alma”? Não é a toa que a primeira pessoa do singular é o “EU”. Por que não o “TU” ou o “ELE? Ou mesmo por que não se começa a lista de pronomes a partir da primeira pessoal do plural? A resposta está no fato de que o “EU”, seja na língua portuguesa, seja em tantas outras, é o princípio pelo qual o ser humano é identificado. O Sujeito sou “EU”. E quando o apóstolo Paulo coloca sua cabeça para ser constrangido pelos romanos, Sua identidade é reconhecida diante do SENHOR Jesus Cristo que está à direita do Pai. “Combati o bom combate”… e a prosa continua…sem constrangimentos.

“MÔNICA DRUZIAN”