“TENHAM ÂNIMO! EU VENCI O MUNDO”

A Bíblia originalmente foi escrita na maior parte em hebraico e em grego. O homem é um ser Tricótomo. O termo tricotomia significa “aquilo que é dividido em três ou refere-se às três partes do seu ser: Corpo, Alma e Espírito. Há divergência neste ponto entre alguns Teólogos. Mas, na tricotomia, só a morte física é capaz de separar as partes: o corpo de sua morte imaterial. No hebraico a palavra Corpo é “Basar”; no grego significa “Somma”. É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. A alma precisa do corpo para expressar sua vida funcional e racional.

Nenhum lugar na Bíblia os termos “imortal” ou “eterno” têm relação com a palavra “alma”. Em vez disso, a Bíblia diz que a alma é mortal, o que significa que ela morre. Ao escreverem a respeito da alma, os escritores bíblicos usaram a palavra hebraica “Né-fesh ou a palavra grega Psy-khé. A Bíblia deixa claro que “Espírito” e “Alma” se referem a duas coisas diferentes. Os escritores bíblicos usaram a palavra hebraica “Rú-ahh” ou a palavra grega “Pneú-ma ao escreverem a respeito do “Espírito”. Sem Espírito, o Corpo e a Alma estão mortos. Portanto, o Espírito é a Força para a Vida. “O pó volta à terra, de onde veio, e o espírito volta ao verdadeiro Deus, que O deu.” (Ecl 12.7)

Anos de história não apaga o valor humano agregado em sua composição. Que os atletas vençam não apenas nos jogos, mas também em suas Vidas. O SENHOR disse: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu Venci o Mundo”. “Contudo”, Coragem…Muitas pessoas perdem a Força pela Vida. É preciso saber que o corpo sem a alma é inerte. A alma é aquele princípio inteligente que anima o corpo e usa os órgãos e seus sentidos físicos como agentes na exploração das coisas materiais, para expressar-se e comunicar-se com o mundo exterior. O espírito do homem não é somente sopro ou fôlego, é Vida Imortal. É o elemento de Comunicação entre Deus e o homem.

A Alma, portanto, é o Centro das Emoções. O SENHOR diz: “Eu Venci o Mundo”… Então, por que em uma Competição Internacional ocorre tantas frustrações emocionais, ao ponto de ridicularizar um atleta que não conseguiu ultrapassar suas limitações? A Copa do Mundo é o evento esportivo mais assistido e prestigiado no Mundo, ultrapassando até mesmo os Jogos Olímpicos. Pentacampeão significa vitória cinco vezes. Será que os atletas são campeões somente quando levantam uma taça? Evidentemente que não. É vital vencer o orgulho com a humildade, pois a Vitória vem para quem luta. Maior do que aquele que quer humilhar é Aquele que quer Exaltar: “Eu Venci o Mundo”.

Todos os futebolistas e técnicos do Mundo merecem os aplausos. O profissional prova a qualidade versátil do jogador. No Mundial da Categoria, todos foram responsáveis por fazer o Gol da Vitória. Todos mereciam os Títulos e Prêmios Individuais por ser os melhores jogadores do Mundo. Esta palavra…”Eliminado”…A Estrela do Jogo está fora….Os comentários maldosos cultiva para as inclinações da carne. Não é fácil vencer o orgulho de ser derrotado. Cruciar significa submeter-se ao suplício da cruz. No sentido figurado, quer dizer mortificar, atordoar, atormentar, martirizar. Crucifica-se apenas porque um atleta cometeu um erro. Afinal, quem nunca errou?

Aflição é um sentimento de agonia e sofrimento intenso. Fair Play significa espírito esportivo, modo leal de agir. Por isso, na entrega final o SENHOR bradou na Cruz: “Pai, nas Tuas Mãos entrego o Meu Espírito”. (Lc 23.46) A expressão do amigo evangelista João é mais contendente, a saber, que Ele “curvou a cabeça e entregou o espírito”. (Jo 19.30) O curvar a cabeça foi Seu último ato de entrega para resgatar a humanidade de uma situação de zombaria. Foi o SENHOR Jesus Cristo que determinou sua Vitória: “Eu Venci o Mundo. Título de Cidadão do Céu, atua na Seleção dos melhores jogadores, espírito esportivo, e não se esqueça do modo leal de agir…Fair Play.

Anos de história que, seguramente não apagaram o seu valor como ser humano. Tenha ânimo, coragem garra, determinação, e saiba levantar a cabeça com humildade. Independente da modalidade em foco, o comportamento do atleta é sua joia maior no complexo mundo do alto rendimento. Os valores construídos é sinônimo de “bem”. A morte não reclamou o Messias como sua vítima; Ele a capturou como Vencedor para que o seu corpo-alma e espírito fossem vitoriosos. Levantas a cabeça e continua jogando como volante, tanto na lateral como no meio e até no ataque, pois, a Taça do Mundo é nossa: “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio Daquele que nos Amou”. (Rm 8.37)

“MÔNICA DRUZIAN”

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“NÃO BASTA GERAR”

Posted: 13/07/2018 in Uncategorized

ESCOLHES POIS A VIDA PARA QUE VIVAS”.

O cuidado é a mais antiga prática da história do mundo, cuja função é assegurar a continuidade da vida do grupo e da espécie, tendo em vista a garantia das funções vitais. A vida é feita de escolhas. “Os Céus e a Terra Tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te Tenho proposto a Vida e a Morte, a Benção e a Maldição; escolhe, pois, a Vida, para que vivas, tu e a tua Descendência”. (Dt 30.19) Cada israelita era livre para tomar as decisões que quisesse. O cuidado, por muito tempo teve um caráter apenas de tradição cultural, transmitido através da experiência passada de Geração a Geração.

A mãe de Moisés escondeu o menino até os três meses porque não queria que a criança fosse morta pelos egípcios. Mas, visto que Moisés podia ser achado, pegou um cesto e o preparou para não entrar água. Colocou a criança dentro do cesto levando-o ao rio Nilo. A filha de Faraó viu o cesto com uma criança chorando, então pegou Moisés para cuidar, levando-o para o Palácio. A filha de Faraó, o adotou como seu próprio filho. Foi assim que Moisés foi criado, como um Príncipe. Para isso implicou o cuidado de uma Princesa. Ela “investiu” seu conhecimento. Isto quer dizer que quanto mais se conhece mais aptos se está para cuidar do outro, de um outro ser humano.

Os cuidados e seus cuidadores cuja função é assegurar a descendência e geração, narra a vida de um sacerdote chamado Eli. Foi juiz em Israel, homem piedoso com aptidões especiais para seus elevados cargos. Exerceu o cargo de juiz durante quarenta anos. Samuel ainda era muito pequeno quando Ana entregou o menino para o sacerdote Eli. O sacrifício de ensinar Samuel a ser um dos maiores profetas da Bíblia foi de Eli. Ana, que através de seu corpo gerou o Samuel físico, coube ao sacerdote e juiz Eli os cuidados com o profeta Samuel. O sacerdote Eli cuidou e ensinou Samuel a ser o maior juiz de Israel. O cuidado implica conhecer-se a si mesmo, devendo o cuidador gastar tempo para conhecer o outro.

Os cuidadores e seus cuidados estão fundamentados na disposição de autoconhecer-se, que o ser humano pode descobrir maneiras que transforme a si, o outro e o mundo à volta. Noemi ficou viúva, perdeu toda a sua família. Mas, Rute, sua nora, não desistiu de Noemi. Dessa forma, é fundamental lembrar que a consciência de que uma relação com o outro é necessária, a capacidade de ser sensível, de conviver com as diferenças, são atitudes de solidariedade. Por representar um valor, o cuidado significa “cuidar”. E Rute decidiu cuidar de Noemi. Rute gerou Obede, mas quem cuidou da criança foi Noemi. “Assim que as mulheres da vizinhança viram o menino exclamaram: Eis que Noemi tem um filho! e lhe deram um nome chamando-o de Obede”. ( Rut 4.17,22) Este foi o pai de Jessé, que por sua vez, se tornou pai de Davi. “E Obede gerou a Jessé, e Jessé gerou a Davi”. (Rut 4.22)

Esta narrativa no Evangelho de Mateus expressa um Êxodo às avessas. O Egito não é mais o lugar de opressão, mas o lugar de proteção. José, um homem, acreditando nos sonhos, salvou o Menino Jesus. Assim ele fala: “Após o regresso dos magos, eis que o Anjo do SENHOR apareceu em sonho a José e lhe disse: Levanta-te, toma o Menino e a Mãe e foge para o Egito. Fica lá até que Eu avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar.” (Mt 2.13,18)  Acreditando no sonho, José partiu para uma viagem de muitos quilômetros, no deserto de Sinai, tirando o Menino das garras de um sanguinário. A empreitada da fuga foi dolorosa. Maria e o Menino aos cuidados de José. E lá permaneceram por mais de quatro anos, até a morte de Herodes, quando então puderam voltar. Valores são inegociáveis. A decisão não é feita em vista do desagradável nem do agradável. A forma que se decide pode fazer grande diferença na jornada da vida ou da morte. Esse dualismo, a posição intermediária entre as escolhas, pode trazer benção ou maldição. A decisão representa a “Essência” de tudo.

Conhecer a fundo os próprios valores é fundamental para se ter uma geração de “raiz”. É preciso entender o que é “Valor”. “O valor de um homem mede-se pelo seu querer, não pelo seu saber”, explica o filósofo alemão Johaann Friedrich Herbart. Os valores são as verdades que guiam as decisões. Antonny Robbins esclarece…”qualquer coisa que você muito preza pode ser considerado um Valor”. Ele explica que “prezar” alguma coisa significa atribuir-lhe importância. “Os valores guiam cada decisão que se toma, e assim o destino. “Só o tolo confunde o valor com o preço”, afirma o poeta espanhol Antônio Machado. A vida é feita de escolhas: “sim ou não”. “Nós deixamos tudo para te seguir. Que proveito tiramos disso? disse Pedro”. (Mt 19.27,30)

Mas Jesus, fixando o olhar neles, recordou-lhes: “receberás cem vezes mais já nesta vida, receberá o cêntuplo de quanto renunciou e, no futuro, a Vida Eterna”. O Reino estabelece vínculos consistentes de comunhão entre seus membros, formando uma grande família. A recompensa é dada por Deus. A Bíblia diz que..”pela fé Moisés sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, “escolhendo” antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado, tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito, porque tinha em vista a recompensa”. (Hb 11.24,26) Rute deixou o seu povo para ingressar no Reino de Deus. Os discípulos deixaram as redes para seguir ao SENHOR. Muitas pessoas esvaziaram-se de si mesmas para preenchimento da Glória de Deus. O SENHOR deixou a Sua Glória para vir cuidar da própria humanidade. Ninguém precisou deixar tanto como o próprio Filho de Deus. Talvez você esteja perguntando…O que é que eu ganho com isso? O seu galardão pelos cuidados prestados é a Vida Eterna. “ESCOLHES POIS A VIDA PARA QUE VIVAS”.

“MÔNICA DRUZIAN”

“ELA NÃO PODE!!!”

Posted: 08/07/2018 in Uncategorized

“EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA”… (Jo 11)

“Indicou-lhes Jesus: Aquele que comeu juntamente Comigo, do mesmo prato, este é o que vai Me trair.”A profecia de hoje foi feita uma semana antes da crucifixão do SENHOR. No sábado, provavelmente ao anoitecer, quando o dia santificado judaico já havia passado, uma Ceia foi servida para o SENHOR e seus doze discípulos, na casa de Simão, o leproso. É razoável pensar que o homem houvesse sido vítima da lepra, vindo a ser comumente conhecido como Simão, o leproso, e que havia sido curado pelas ministrações do Senhor Jesus. Aquela Ceia em Betânia foi um acontecimento inesquecível.

O chefe do lar, cujo nome era Simão, tomava pão e pronunciava sobre ele a Benção em nome de todos os que estavam presentes. Depois quebrava o pão que abençoara, e dava um pedaço a cada um que se assentava à mesa. Desta maneira, todo o participante da refeição recebia uma participação da Benção. Seguia-se uma Benção após a refeição. O chefe do lar pegava uma taça de vinho, e pronunciava uma Benção sobre todos os presentes. Depois, todos bebiam da taça da Benção, a fim de receberem uma parte da Benção pronunciada sobre o vinho.

Participar na Comunhão da Mesa significava participar da Benção do SENHOR Deus. A oração do começo da refeição, e as ações de Graça no seu fim, tinham este significado: “Abençoar”. Mas, o que havia tanto em Betânia que atrai o SENHOR? Betânia significa Casa do Pobres ou Casa de Aflição. Cristo poderia estar em qualquer lugar de Israel, mas escolheu estar na Intimidade com seus amigos, inclusive Lázaro, que também estava na Ceia da Comunhão. Mas, de repente, no meio da Ceia, entra uma mulher trazendo dentre seus tesouros um vaso de alabastro contendo uma libra de unguento de nardo preciosíssimo. Ela quebrou o frasco selado e derramou seu fragrante conteúdo sobre a cabeça e os pés do SENHOR, enxugando-Lhes com seus cabelos.

Ungir a cabeça de um convidado com óleo comum era prestar-lhe honra; ungir-lhe ao mesmo tempo os pés era demonstração já sem uso, mas, Ungir-lhe a cabeça e os pés com nardo, e em tal abundância, era um ato de homenagem reverente raramente prestada até mesmo aos reis. O ato de intimidade daquela mulher fora a expressão de adoração mais abençoada que alguém poderia receber. O fragrante transbordamento do incenso que jorrava na casa de Simão, o leproso, transbordou no Coração repleto de Júbilo do SENHOR. Entretanto, aquele esplêndido tributo de honra ao Rei dos reis, causou irritação e protesto nos discípulos e até mesmo em Simão, o leproso, que sendo anfitrião, não abriu a porta do seu coração para a intimidade com o próprio SENHOR.

Manifesto dos murmuradores. Lázaro havia sido ressuscitado pelo SENHOR. Estava participando da Ceia com Seu melhor amigo. Mas, longe de ter uma intimidade com o Ungido. Sentar-se à mesa com alguém, via de regra, remete à ideia de secreto e comunhão. Frequentemente se senta à mesa com amigos. Mas, os murmuradores não estavam preocupados em abençoar, estavam preocupados com o valor do unguento derramado. O Bom Perfume tomou a casa do leproso. Lázaro, o morto que estava fedendo havia quatro dias, agora sentia o exalar do nardo puro em Betânia. “E, estando O SENHOR em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso (Mt 26.6), teve que ouvir o voz ríspida de Judas Iscariotes: “Por que se desperdiçou esse óleo perfumado? Por que esse óleo perfumado não foi vendido por 300 denários, e o dinheiro dado aos pobres? (Jo 12.2)

Você conhece alguma comunidade assim? “Ela não pode participar da Benção! Pessoas furiosas decidindo quem pode ou não pode participar da Ceia do SENHOR. As flores são distribuídas, vermelhas, amarelas, rosas…etc. Mas a rosa quebrada, amassada, cheia de imperfeições ninguém quer levar para casa. A Comunidade de Betânia, lugar de acolher os miseráveis e aflitos, tornou-se lugar para recolhimento do nardo puro. Disse Jesus: “Aquele que comeu juntamente Comigo, do mesmo prato, este é o que vai Me trair”. Hipócritas, disse Jesus: “Por que afligis esta mulher?” “Deixai-a; para o dia da Minha Sepultura guardou isto”.

Participar na Comunhão da Mesa significa ser Ungido pela Benção do SENHOR. Aquela pobre e aflita mulher trouxe o direito à todos das Ações de Graça. O fim da Ceia de humilhação, foi o começo de glória e vida abençoada. Betânia é mencionada diversas vezes, doze, mais exatamente, na Bíblia, como um local visitado pelo Senhor Jesus Cristo. Seu nome foi dado a diversas outras localidades em todo o mundo, de acordo com as variantes em cada idioma. Nos Estados Unidos por exemplo, varias cidades têm o nome de Bethany. Mas, a Unção em Betânia significa sair da sepultura e Ressuscitar. O melhor está por vir, depois de Betânia todos terão direito de participar da Mesa da Comunhão, direita à Vida Eterna.

No evangelho de Lucas, o SENHOR lidera os onze discípulos até “Betânia”, próxima a Jerusalém. O Senhor Jesus Cristo descreve assim a ascensão. “Ele os levou até Betânia e, levantando as Mãos, “os Abençoou”. Enquanto os “Abençoava”, apartou-Se deles e foi Elevado ao Céu. Eles, tendo-O Adorado, voltaram para Jerusalém com grande Gozo”. (Lc 24.50,52) O SENHOR em Betânia e depois de Betânia. Veio para instruir e depois tomou o Seu Lugar. “O espírito do SENHOR Deus está sobre Mim; porque o SENHOR Me Ungiu para pregar as Boas Novas”. A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do SENHOR, para que ELE seja Glorificado. (Isaías 61) Os traidores e acusadores perguntam: Quem pode por a mão no prato da Comunhão? “Ela não pode!!!”

“MÔNICA DRUZIAN’

Ref:

Dicionário Internacional de Teologia

“PAPAIZINHO”

Posted: 05/07/2018 in Uncategorized

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de “adoção”, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.” (Rm 8.15)

O Senhor Jesus, após a Ceia e antes do Calvário disse: “Não vos deixarei órfãos, Voltarei para vós.” (Jo 14.18) Este trecho envolve um uso figurado do termo para indicar orfandade espiritual; apontado para os discípulos, quando perderam a presença física do SENHOR. A sustentabilidade é necessidade básica para um filho. A Paternidade sempre foi o caminho que o SENHOR utilizou para manifestar os Seus Planos. Essa palavra portuguesa “órfão” vem do grego, orphanós cujo sentido literal é “destituído”. Corresponde ao vocábulo hebraico Yathom, “solitário”, “sem pai”. (Lm 5.3)

Estritamente falando, um órfão é alguém de menor idade, que perdeu ambos os pais, mediante a morte; mas o abandono de uma criança, por parte de seus genitores, também a transforma em órfã. De acordo com a perspectiva do Antigo Testamento, um órfão era alguém também privado de situação legal, sem qualquer parente remidor. Biblicamente, a paternidade é o principal motivo pelos quais tudo no mundo é construído ou destruído. Aba Pai é uma expressão bíblica derivada do termo com origem no aramaico “ábba” que significa “O Pai” ou “Meu Pai”. A expressão Aba, Pai também foi utilizada pelo Messias no momento de Sua morte quando suplicava ao Pai. “E disse: Aba, Pai, todas as coisas Te são possíveis, afasta de Mim este Cálice, não seja, porém, o que Eu quero, mas o que Tu queres”. (Mc 14.36)

O termo “Ábba” ou “Aba” é bastante corriqueiro em diversas línguas semíticas para se referir a uma pessoa que é o Genitor de alguém, ou seja, o “PAI”. Deus preparou o sacrifício perfeito: Ele mesmo, para que a transferência do animal condenado, fosse estendida para toda Humanidade, para o hominal. Ao invés de sacrificar animais não humanos, o Pai sacrifica a Si mesmo pelos seus filhos. A dignidade própria da pessoa humana é dada pelo Aba, Pai. Agora, todos os seres humanos participam da dignidade ética. “Pedras Vivas na construção de um templo espiritual”. (1 Pe 2.4,5) São termos tirados da técnica de construção daquele tempo, onde uma pedra no ângulo das fundações dava esquadra e firmeza ao conjunto. Jesus escandalizou as autoridades do Seu tempo quando anunciou a destruição do belo templo de Jerusalém e a edificação de um novo em apenas três dias. (Mt 26.61)

A construção do novo templo começou com Seu sofrimento e morte na cruz, e se realizou na Sua Ressurreição. “Assim, pois, não sois mais estrangeiros, nem forasteiros, antes sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a Principal Pedra da Esquina; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no SENHOR.” (Ef 2.19.21) Um valor imensurável como ser humano, um refúgio entre a Rocha. Uma pedra com a Essência Vital, pedras vivas. Sua presença é indispensável para o efeito desejado daquilo que se pretende almejar. Trabalho na construção, ferramenta fundamental para combater os inimigos. Símbolo de fortaleza e da fundação sólida para a proteção como um pai. Portador do Espírito Santo esconde na matéria a preciosidade que não confunde, que não pode ser afetada, pois, emana sua Essência.

O sacrifício na tradição judaica eram animais frágeis, dóceis, e de maneira alguma se mostravam como bestas-feras. Em vez de se mutilar ou sacrificar a si mesmo, o proprietário dispunham de bens próprios, visto que os animais não humanos existiriam para os humanos. Portanto, o Cálice do pecado e da morte foi transferido, e a sanção fora aplicada pelo próprio Pai no Céu. O pecado foi vencido com o sangue da Sua cruz e a morte através da Sua Gloriosa Ressurreição. Agora, uma única família Ordenada para inclusão e não exclusão. Assim, a Autoridade da Pedra de Propiciação que Emana Vida, ilumina , cobre de ânimo; revigora e fortalece cada pedra à beira do caminho para ser  Monte da Transfiguração, Pedras Vivas. “E Eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. (Mt 16.19)

“MÔNICA DRUZIAN”

 

 

 

“DEIXA JORRAR”

Posted: 29/06/2018 in Uncategorized

“Jesus levantou-se e disse em alta voz: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de Água Viva”. (Jo 7.37,38)

Roteiro é uma rota. Um roteiro em que as ações descritas se sucedem e fazem perceber um significado a partir do conjunto das ações é um bom roteiro, basicamente a transmissão da história de uma forma que possa ser montada e encenada. Toda narrativa é narrada por um ponto de vista, e os personagens com suas funções na história, pode ser protagonista ou herói ou antagonista ou vilão. Portanto, Rota é um caminho, uma direção ou um rumo que liga um lugar a outro; um itinerário que define o caminho percorrido para chegar a alguma lugar. “Porque o Meu povo fez duas maldades: A Mim Me deixaram, O Manancial de Águas Vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas que não retém as águas”. (Jr 2.13)

Dois males que Judá estava cometendo: deixaram o Manancial de Águas Vivas e cavaram cisternas que não retém as águas. A simples incapacidade exegética de ler o texto devidamente, em geral comprometida com uma visão que bloquei a percepção do “obvio”, ou seja, obvio significa que não se pode pôr em dúvida; evidente, incontestável, que salta à vista; manifesto, claro. O povo abandonou o SENHOR, a Fonte de Águas Vivas”. Eles cavaram cisternas quebradas, rachadas que além de não reterem as águas deixando vazar, eram cisternas artificiais, segundo as próprias concupiscências desenfreadas. As concupiscências deste mundo passaram a ser mais importantes do que o próprio Criador. No Princípio:”O Espírito de Deus pairava por sobre as Águas”. (Gn 1.2)

“Pairar” é um verbo muito importante. Este Verbo no princípio da criação começa a fazer algo. Este é o Ministério do Espirito Santo de Deus. Tomar o que é deforme e dar forma. Tomar o vazio e dar a esse vazio Plenitude, Vida. O primeiro capítulo do livro de Gênesis descreve como a forma começa a acontecer. Depois, maravilhosamente, enquanto o Espírito de Deus paira sobre as Águas, o roteirista vai além do óbvio, a vida começou a acontecer. Por exemplo, uma empresa de ônibus urbanos ao definir a rota da linha, indica todos os pontos de parada do início ao fim, indicando o itinerário. Assim, a rota, por onde passa as Águas Vivas, todo tipo de prados florescem. Onde a Fonte de Águas Vivas jorra, brota vida e está separado em diferentes direções. “E o Espírito de Deus se movia sobre a face das Águas”.

Não se fala da criação das águas, mas apenas da criação de um firmamento, que separou as águas “de cima” das águas “de baixo”. (v.6,7) Portanto, o texto literário é aquele que pretende empregar a língua com a beleza das palavras. Observe a forma atraente da informação. O apóstolo João descreve, em sua visão, a Nova Jerusalém, a Principal Cidade. “Então, o anjo me mostrou o Rio da Água da Vida que, translúcido como cristal, fluía do Trono de Deus e do Cordeiro”. (Ap 22.1) A narrativa bíblica descreve um Universo Aquático de tamanho indefinido, cujas “Águas” o mundo está submerso. O que significa separação entre “Águas e “Águas”? Existe um bom motivo para “Águas” estar no plural. “Águas é a “Matriz” de todas as coisas. Por isso, a concepção bíblica do Universo permanece com a ideia de que a Terra está dentro de uma imensa bolha de ar, coberta pelo Firmamento, abaixo de uma quantidade aparentemente infindável de “Águas”. As Águas não foram criadas porque é o próprio Espírito de Deus. Por isso, o ser humano é metaforicamente comparado a uma fonte. “Há um rio cujos canais alegram a Cidade de Deus, o Santo lugar onde habita o Altíssimo.”(Sl 46.4)

O Universo foi criado a partir das Águas Vivas. O Protagonista deste roteiro é o próprio Espírito Santo de Deus. Mas, o antagonista ou vilão da história quer transformar o ser humano numa cisterna rachada, onde o próprio homem destrói o canal que irriga a vida. O lugar do Altíssimo está contaminado pela sujeira e lamaçal que mata e avassala por onde passa. No final da Bíblia se tem: “…dizendo com grande Voz: Temei a Deus, e dai-Lhe Glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o Mar, e as Fontes das Águas”. (Ap 14.7) Ou seja, Deus fez as Fontes, por onde fluem as Águas Vivas. Somente as águas produzem ordem e vida. Fim enigmático: uma fonte que jorra vida ou uma fonte seca?”Eu Sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A todos quantos tiverem sede Lhes darei de beber graciosamente da “Fonte da Água da Vida”. (Ap 21.6) Deixa jorrar….”Pois o Cordeiro que está no Centro do Trono será o Seu Pastor. Ele os conduzirá às “Fontes das Águas da Vida”, e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”.

“MÔNICA DRUZIAN”

“SERVENTIA”

Posted: 20/06/2018 in Uncategorized

“Tudo isso te darei se prostrado me adorares”. (Mt 4.9)

A palavra hebraica Hitawa significa prostrar-se ou curvar-se. Prostrar-se é muito amplo, e pode ser ajoelhar, pode ser com o rosto no chão, pode ser deitado, mas não é adoração. Este versículo sobre as tentações do Senhor Jesus no deserto, diz assim no contexto deste versículo: “tornou o diabo a levá-lo, agora para um Monte muito Alto. E mostrou-lhe todos os reinos do mundo com seu esplendor e disse-lhe: Tudo isto te darei se, “prostrado”, me adorares”. No Dicionário da Língua Portuguesa, Prostrar é um Verbo que significa, fazer cair ou cair ao chão ou sobre algo; lançar por terra; derrubar; abater, submeter, humilhar; figurado significa enfraquecer, destruir, extinguir, matar.

Tudo o que se pretende compreender é o significado do Código de Valores investido na palavra “Prostração”. Definido com ausência das reações normais de um indivíduo com algum estado atingido seja ele patológico ou emocional, prostração significa “cansaço”. Um estado de abatimento extremo, físico e psíquico, que se traduz por imobilidade total e ausência de reações às solicitações exteriores. Como seria possível explicar a existência do mal na própria espécie humana em auto-destruir-se? O antônimo de prostrar é “Erguer”. Quer a transformação das pedras em pães, quer o salto do ponto mais alto do Templo, menos provável seria a “prostração” diante da tentação, pois, Cristo veio para conquistar o Céu para a humanidade, portanto, o homem não pode se contentar com este Mundo. Disse Jesus: “Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao SENHOR teu Deus adorarás e só a ELE prestarás culto”.

A “Superação” é, sobretudo a força de mais profundo no ser humano. Nada existe que seja superior à vida. Para quem deseja o Céu na Terra, é importante aprender a cada dia como construir no cansaço e no conflito do dia a dia.  Assim, a busca é pela “autodeterminação”. Disse Jesus: “Tenho-vos dito isto, para que em Mim tenhais Paz; no Mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu Venci o Mundo”. ( Jo 16.33) No Portal da Filosofia, Mundo é tudo aquilo que constitui a realidade. Martin Heidegger, argumentou que “o Mundo circundante é diferente para cada pessoa. Portanto, Mundanidade por Metonímia, significa sistema de vida que apenas valoriza os bens materiais. Assim, Mundanidade é a qualidade do que é Mundano, tudo o que tem relação com o Mundo, que não é espiritual.

O Filho do Homem não se baseia no Ser das coisas, que consiste em simples presença no Mundo. Este Homem é o Único Ser capaz de fazer a diferença de não se deixar “Aprisionar” pelos objetos, pois é um Ser para Além deste Mundo. Pode-se ser jovem e morrer amanhã, ou ser velho e viver mais vinte anos. A consciência e certeza de uma morte certa em data incerta é que analisa a existência. Só no tempo se encontra a ilusão passageira por este Mundo. Entre o Objeto(Mundo) e o Sujeito(Homem) consiste a Instrumentalidade. A instrumentalidade de um instrumento é dada na medida em que este participa de uma relação de conjunção com outros instrumentos. Isto significa que a instrumentalidade do bem e do mal consiste na coligação.

A instrumentalidade de um ser humano pode advir se ele estiver coligado com o alto, com a luz, com o Espírito Santo. A manualidade de um instrumento evidencia-se quando o ser que está no mundo se ocupa com um instrumento entregando-se, inteiramente, através do uso ao modo de ser desse instrumento. Quer dizer, uma pessoa tem condições de mostrar-se como um instrumento para o bem na medida em que o Ser Homem no Mundo encontra-se totalmente junto dele, isto é, absorvido pelo uso para o Bem. A ocupação, entendida dessa forma, coloca o instrumento como um prolongamento do Filho do Homem; é o próprio ocupar-se com o instrumento que revela a sua manualidade: “O modo de ser do instrumento em que ele se revela por si mesmo”. Portanto, o mal chega para afligir. Quanto mais se tem objetos neste Mundo, mais cansaço e aflição em busca do consolo material.

A “Serventia”, “para quê” ou em função de que se está neste Mundo, foi o propósito do Filho do Homem se ter feito menor para Salvação. “Aquele que foi feito menor, foi coroado de Glória e de Honra, para que, pela Graça de Deus, provasse a morte por todo homem”. (Hb 2.9) Porém, se o homem se prostrar em evidência a este Mundo, ele perde sua serventia, perde sua manualidade do instrumento. Então, o combate está travado neste mundo, encerrando a possibilidade de manifestação, estabelecendo-se a Mundanidade do Mundo. A presença da tentação está em prostração aos bens deste Mundo, e o próprio homem é o condutor do mal ao acolher o sentido de adoração das coisas terrenas, sob a perspectiva da finitude, da angústia e do nada que ele vai levar desta terra. Eis o caráter de finitude do homem: “voltar ao pó”. Portanto, veio do pó e volta ao pó. O Mundo segue seu percurso tal como ele é, pois, tudo é Mundanidade.

Em cada movimento de transcendência, característica essencial da finitude, está em jogo a Mundanidade do Mundo, já que a transcendência do Espírito conduz ao mais Alto Monte, onde os mortais se tornam imortais na morte. Vidas que vem e vão, e nada existe que seja superior ao eterno retorno. Como construir no cansaço da vida, quando os conflitos da existência chega para abater, sem buscar consolo neste Mundo? O segredo está no “Elevar-se às alturas”. Disse Jesus: “Eu Venci o Mundo”. “Elevo os meus olhos para os Montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez os Céus e a Terra. Não deixará vacilar o teu pé; Aquele que te guarda não dormitará….O SENHOR é quem te guarda”. (Sl 121)

“MÔNICA DRUZIAN”

“SINFONIA”

Posted: 16/06/2018 in Uncategorized

“Cântico de Ana: O meu coração exulta, e minha boca enche de riso. Deus mudou a minha sorte”. (1 Sm 2)

Passando adiante, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zabedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram”. (Mt 4.21.22) O Ministério de João Evangelista era de Remendar Redes. Quando o Senhor Jesus chamou João para segui-Lo, João estava consertando redes. A Função de João era “consertar redes”. “Consertar implica algo que existiu por um período, foi danificado ou quebrado e que agora necessita de um conserto para restaurá-lo à sua condição inicial.

Consertar redes simboliza o refazer dos elos de união entre “Nós”. O propósito de uma rede consertada é ser lançada ao Mar. Se não for lançada não apanha peixes. Portanto, remendar as redes é essencial. Somente após as redes restauradas, então elas serão planejadas à pescaria. Assim, não basta lançar a rede, ela tem que ser consertada. A rede precisa estar entrelaçada, com nós firmes, senão ela se rompe. Não adianta uma grande multidão de peixes enviada para uma rede “rompida”.

O Ministério de João era de “consertar redes”, mas agora, ele é enviado para um novo Ministério, “Concertar Redes”. Conserto ou Concerto? E agora, qual forma empregar? Essa é uma dúvida frequente entre os falantes da língua portuguesa, e pode ser explicada por meio da Semântica. A palavra “concerto com “C”, pode ser um substantivo ou uma forma verbal. Como substantivo, significa “execução”, e como verbo significa decidir por acordo comum. Portanto, João sai do ato de consertar redes, decidindo por seguir o SENHOR para conciliar, harmonizar, ajustar vidas. Os vocábulos conhecidos como “Homófonos apresentam a mesma pronúncia, a mesma estrutura fonética, embora apresentam grafias diferentes, mas ainda assim têm significados completamente diferentes.

Por isso, é preciso saber quando e como utilizar cada um deles para evitar deslizes linguísticos na modalidade escrita, já que na modalidade oral a comunicação segue sem qualquer tipo de prejuízo. O conflito entre conceito e vivência está na origem da compreensão. Como distinguir a significação de “consertar redes” e “concertar redes”? Aquilo que interessa é a questão. Quando se pode explicar os significados das palavras, a intenção de um falante e a atenção do ouvinte são subsidiários da Comunicação. Muitos enganos surgem pela incapacidade de não se reconhecer a linguagem ordinária, onde se encontra a trama conceitual do Mundo da Consciência, cujo limite é a revelação do aspecto. O “consertador de rede”, agora, era “concertador de vidas”.

A pessoa que não consegue enxergar a dor da alma humana, corre o risco de confundir uma pessoa com um peixe. É preciso compreender a vida da consciência. Um peixe pensa? Mas a rede tinha um furo, e ele escapou pelo buraco que não havia sido consertado. O querer impulsivo do peixinho mostrou uma ação que se contrapõe à persistência das representações. O querer não é algo que se possa ver, mas é ação. Portanto, o concerto de uma vida é concebida de modo extralinguístico. O Corpo rasgado precisa de harmonia. A linguagem monocêntrica e infalível da rede rasgada cede lugar à descrição de gestos, gritos, lágrimas, clamor, etc…que não pode ser simplesmente entendida por palavras.

Segundo a história Bíblica, Ana era estéril. Enquanto Penina tinha filhos, humilhava Ana por causa da esterilidade. Certa vez, Ana sentiu-se profundamente amargurada após ter sido provocada por Penina e, quando entrou no templo, começou a orar intensamente e chorava. Não dizia nenhuma palavra, mas comunicava-se com Deus através de seu coração. Ali no Tabernáculo Ana tinha certeza de que encontraria uma saída. Mesmo que mais ninguém pudesse entender sua angústia, ela soluçava silenciosamente, seus lábios tremiam e sua dor era tão grande que o sacerdote pensou que ela estivesse embriagada. Enquanto Ana chorava e orava, a voz do sumo sacerdote disse: “Até quando te comportarás como embriagada?”(v.13) Nenhuma palavra quando tudo está em fluxo.

Os humanos não são tão compreensivos como o SENHOR. Eli havia notado que os lábios e o corpo de Ana tremiam e que ela parecia perturbada. Em vez de ser um concertador de vidas, Eli foi logo julgando e concluindo que ela estava bêbada. (v.14) Como deve ter sido duro para Ana ouvir essa acusação infundada num momento de tanta angústia, ainda mais de um homem que ocupava uma posição tão importante. Apesar disso, Ana continuou em busca de uma saída nas imperfeições do emaranhado de sua rede. Então, percebendo que tinha errado e talvez falando num tom mais suave, Eli disse: “Vai em Paz, e que o Deus de Israel te conceda o teu pedido”. (v.17) Ana recebe sua benção, e o seu belo cântico é um monumento de poesia. O mais belo Concerto da Graça  e Compaixão, seu filho Samuel, uma Sinfonia que vai além da Linguagem. “Não há Santo como é o SENHOR; porque não há outro fora de Ti”. (1 Sm 2)

“MÔNICA DRUZIAN”